Parada Gay da Bahia pede fim á violência contra mulheres transexuais: e convoca LGTS para caminhada, quarta-feira, 23, ás 14h em Pernambués contra a transfobia.
Salvador, 21/03/16 – Por MARCELO CERQUEIRA . Viver sem violência é um direito das mulheres transexuais e de todo gênero feminino. Este é o tema da 15ª Parada LGBT da Bahia que acontece no dia 11 de setembro a partir das 15h no centro de Salvador. O novo tema substitui o “ Cyber cidadania” que tinha como objetivos debater o papel da internet e dos ativistas digitais na comunicação em rede, a imprensa tradicional e o contraponto dos ativistas digitais na produção de conteúdo voltado as identidades. A mudança do tema deu-se pelos últimos acontecimentos violentos que ocorreram na capital baiana envolvendo mulheres transexuais, ao exemplo do que ocorreu com a trans Bruna Menezes, 25 anos, cabelereira, no dia 13 de março no bairro de Pernambués. Bruna sai de sua casa acompanhada de sua mãe e companheiro com destino a uma pizzaria no mesmo bairro, quando no caminho os três foram abordados por dois homens um vulgo “chaparral” que portava arma de fogo e o outro um porrete da madeira. Bruna foi alvejada por diversas cacetadas nos braços e nas pernas, sendo que o motivo era acertar na cabeça, que ela defendia com o braço. No ato da violência segundo Bruna, eles diziam, “Bate pra matar, bate pra matar”, do nada “Chaparrau” saca uma arma de fogo e despara dois tiros, um deles alveja o marido da trans, que até a data de hoje permanece internado recebendo cuidados médicos sem data de ser liberado. A bala atravessou a virilha e se alojou na coxa do rapaz. Bruna Menezes merece viver e amar como qualquer mulher. Mas, ela por ser trans não é seguro circular com o seu marido, assim, como qualquer casal. Existe muita má vontade da população em relação aceitar a diversidade de orientações sexuais. É preciso que todos atuem pela eliminação da violência contra as mulheres transexuais. Entretanto, o individuo deve permitir-se aprender sobre esse universo feminino fabuloso. O GGB parte do ponto de vista que mulher é uma condição social e isso não depende, excepcionalmente, do sexo biológico. A nossa proposta como tema central é jogar luzes sobre essas feminilidades existentes, incentivando-as para serem as senhoras de seus próprios destinos. Mulheres Transexuais, e Travestis, ainda sofrem do preconceito com base no gênero, o que chamamos de transfobia. Mulheres Transexuais e Travestis são confundidas com gays, homossexuais e etc. Entretanto, não são em tese, mas pode ser que algumas dessas pessoas tenham orientações heterossexual, bissexual ou homossexual. Mulheres trans não geram filhos, mas muitas mulheres cisgênero também não, entretanto ambas podem e devem exercer a maternidade por outros meios. As mulheres trans são exploradas e subordinadas aos papéis de gênero femininos por seus companheiros, sofrem violência física e mental. Em qualquer lugar que um individuo do gênero feminino sofra algum tipo de opressão, é preciso ajudar superar essas opressões. Para isso é preciso dialogar com as outras mulheres para superar esses obstáculos causados por um gênero que oprime o masculino, a outro que sucumbe, o feminino. Os papéis de gênero não são hoje tão rígidos como antigamente o mundo contemporâneo, individualista permitiu a liberdade de existir várias maneiras de ser mulher. Antes era cristal hoje é fumaça, e, tudo flutua e existem muitas maneiras de feminino e de reformular o corpo, hoje o gênero fluido se apresenta como uma revolução aos papéis, porque o individuo pode ser o que quiser, onde quiser e de sua maneira, exclusiva. Conviver com essas mudanças requer um exercício de entender o outro nas suas necessidades, estas que, são pilares de sua cidadania, reforço para lidar com uma sociedade ainda com resquícios de conservadorismo. É dever do estado, dos órgãos e, da sociedade civil combater todas as formas de preconceitos, homofobia, lesbofobia e transfobia, isso significa criação de climas favoráveis para o fortalecimento da democracia. Propomos! Mas é preciso que você entenda. No mundo de hoje não tem mais sentido o individuo possuir uma identidade predominantemente essencialista, não é possível considerar apenas um real e os demais como ilusão, ou imitação de algo que supostamente seria real. Vivemos em um mundo de culturalidade, tudo é cultura transformação e jogo de poder politico, variando para cada momento histórico. Em certos momentos da história da humanidade esses aspectos foram mais interessantes, usados para manter um sistema politico, mas hoje em dia esse ser, é, aquele que era real, ”essenciais”, cederam lugar para o que chamamos na pós-modernidade de gêneros flutuantes. Os órgãos públicos, as entidades feministas, entidades da sociedade civil, pessoas em geral, os órgãos de comunicação, educação e as famílias devem entender que não existe um padrão único de feminilidade ou de masculinidade e isso é uma característica desse mundo contemporâneo liquido fluido e também efêmero. No mundo moderno, nas metrópoles, especialmente as pessoas podem ser o que quiserem dispor de seus corpos como entender e isso não tem nada a ver com o corpo biológico. Na modernidade é preciso falar das formas de ser mulher e que o sexo biológico não é fator predominante para ser coisa alguma, considera-se tudo é cultura e no sentido da individualidade a pessoa pode ser o que ela quiser, como quiser , onde quiser, excetuando, comportamentos considerados violentos e agressivos ao corpo e espaço social do outro. Incluir no discurso feminista as Travestis, mulheres Transexuais e homens Trans na proteção efetiva do Estado de Direito, saúde, tratamento hormonal, defender a alteração do nome civil para essa população sem que necessariamente nesse aspecto considere a cirurgia de redesignação sexual como critério primordial, há de observar o sexo biopsicossocial como critérios fundamentais. Radicalizar no discurso politico a ideia da diversidade de gênero no sentido de que existem varias maneiras de serem mulher e homem, de diversas orientações: heterossexual, homossexual, bissexual; de diversas identidades: gay, lésbica, homem trans, mulher transexual e travestis e que são formas de viver, ser feliz e se expressar como sujeitos. Para além dessas existem uma infinidade de identidades dentro de um conceito mais amplo o chamado “Transgênero” que não
Farol da Barra recebe projeto Divas aos domingos
Salvador, Bahia, segunda-feira, 21 de março de 2016 – Do GGB – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira compareceu na tarde de ontem, domingo, em mais uma edição do projeto Divas ao pôr do Sol que acontece todos os domingos a partir das 18h no calçadão do Porto da Barra considerada a praia urbana com maior frequência do público LGBT na capital baiana. O projeto cultural, criado pelo ator e arquiteto Valter Santiago, idealizador da personagem Dion, conhecida na noite baiana por seu talento e versatilidade, ainda muito conhecida pela interpretação da canção “mudança” na voz da cantora Vanusa. O transformismo é uma arte milenar surgida na Grécia em um período que as mulheres não podiam subir ao palco, por ser um motivo de desonra. Desse modo, os homens se travestiam e todos os papeis femininos eram desempenhados por eles. Dion utiliza esses elementos do transformismo clássico e acrescenta arte pop ao seu evento, que consegue aglutinar centenas de pessoas que observam atentamente os gestos dos atores que se apresentam no calçadão. Nesse domingo, além da Diva Dion, os transformistas Luana Lins, dublando com gestos e bocas a cantora Daniela Mercury, Waluar Alcione entre outros do elenco e anônimos que usaram do espaço para expor seus trabalhos. O GGB distribuiu preservativos e folhetos convidando jovens para as reuniões do projeto Se Ligue que acontece na sede da entidade no Centro Histórico. A iniciativa sugere as pessoas levarem doações que são destinadas ao Instituto Conceição Macedo que atende crianças que convivem com o vírus HIV. O padre Alfredo, representando a ONg se fazia presente no local, recebendo os donativos. No uso da palavra o presidente do GGB destacou a importância da ação que estimula a utilização dos territórios urbanos com intervenções artísticas em suas linguagens que promovem a cultura LGBT na cidade. “ Isso é muito bacana e o melhor que é de graça”, conclui Cerqueira.
OSCAR GAY 2016: GGB divulga lista dos premiados com o troféu Pau de Sebo e Triângulo Rosa
BISPO EDIR MACEDO AGRACIADO COM TRIÂNGULO ROSA! Salvador, Bahia, 16 de março – 2016 . Como acontece há 25 anos, logo após o Oscar de Hollywood, o Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade de utilidade pública municipal de Salvador, divulga o OSCAR GAY, premiando nesse ano com o Troféu Triângulo Rosa 37 personalidades, instituições e firmas que em 2015 deram maior apoio aos direitos humanos dos homossexuais, outorgando o Troféu Pau de Sebo, a16 inimigos dos LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). O Troféu Triângulo Rosa relembra o distintivo utilizado pelos nazistas nos campos de concentração para identificar os prisioneiros homossexuais. Hoje o Triângulo Rosa tornou-se o símbolo internacional do orgulho gay LGBT.Destacaram-se entre os 37 amigos dos LGBT agraciados com o Triângulo Rosa o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot; o Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus; doze empresas incluindo firmas tradicionais como Sonho de Valsas, Mate Leão, Avon, Leite de Rosas, Boticário; Galvão Bueno e Pedro Bial e os atores Bruno Gagliasso e João Vicente. 16 personalidades, firmas e instituições fora consideradas homo/transfóbicas recebendo o troféu Pau de Sebo: Igreja Presbiteriana do Brasil; Complexo Militar de Quitaúna, em Osasco, SP; Restaurantes e Shopping Centers, a atriz Bibi Ferreira. Segundo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia o Troféu Pau de Sebo resgata uma tradição irreverente do folclore brasileiro para mostrar o ridículo de ser inimigo dos LGBT: por mais que queiram espezinhar os LGBT e destruir o movimento de libertação homo/transexual, nunca chegam a seu objetivo, caindo e se lambuzando no pau de sebo da intolerância. Mesmo que esperneiem, aumenta a cada ano o número dos gays assumidos e o apoio dos simpatizantes, além das garantias legais a favor de nossa cidadania.” Prova disso é que o número de simpatizantes homenageados (37) é sempre superior aos homofóbicos (16). Os homens prevalecem nas duas categorias: 9 homens simpatizantes para 5 mulheres e 3 homofóbicos para duas do sexo feminino. Troféu TRIÂNGULO ROSA aos amigos dos LGBT Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pelo parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal dando ao Congresso Nacional prazo razoável para concluir a votação de projeto de criminalização da homo/transfobia; Desembargadora Joeci Machado Camargo, por refutar vereadores evangélicos de Curitiba que negavam a condição legal de casamento de LGBT em cerimônia de casamento coletivo; Ministério Público da Paraíba, através da Promotoria de Justiça de Sapé, por pedir o afastamento e exoneração de duas diretoras de Escola Estadual, por preconceito e homofobia contra estudantes lésbica e transexual. Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, por declarar que “Jesus incriminou os religiosos hipócritas, não os gays. A IURD sempre aceitou e aceita todos os homossexuais como acolhe todo ser humano do jeito que é”; INRI, que diz ser e se veste como Cristo Reencarnado, por declarar “A opção sexual do ser humano é uma questão de foro íntimo; cabe a cada um, e somente a si, decidir com quem se relaciona.” Ministério Público Federal de Volta Redonda, RJ, pelo empenho na apuração de casos de homofobia contra estudantes locais; 2ª Vara Federal do Ministério Público de Natal, por condenar internauta que ameaçou de morte ao deputado Jean Wylys; Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos LGBT – CNCD/LGBT, pela portaria que garante o uso do nome social e uso de banheiros femininos por transexuais e travestis. Câmara Municipal e 3ª Vara Cível da Comarca de Macapá, AP, a primeira capital da Amazônia a reconhecer o direito do nome social de transexuais e travestis; Câmara Municipal de Londrina, PR, pela celebração do Dia Nacional Contra a Homofobia; 59º Festival Folclórico do Amazonas pela apresentação de cordéis e humor contra homofobia; OAB/Amazonas, pela realização do 2º Casamento Coletivo de 45 casais LGBT. Companhia Aérea GOL pela inclusão de casal gay na campanha do Dia das Mães; O Boticário pela inclusão de casais gays na propaganda do Dia dos Namorados; Vale Fértil do Paraná (azeitonas) pela publicidade com casal gay; Sonho de Valsa pelo vídeo com beijo lésbico; Motorola pela campanha “Escolha o Amor”; Leite de Rosas pela inclusão em publicidade de casais gays e lésbicas; Mate Leão por defender o beijo gay nas novelas; Avon, por ter convidado cantora transexual como garota-propaganda; OpusMúltipla, de Curitiba, pela campanha “Igualdade na Veia”, contra a proibição de gays doarem sangue; Master Comunicação de Curitiba pela campanha de prevenção de DST/Aids para gays; Lola Cosmetics, pela campanha publicitária protagonizada por uma mulher trans; Uber do Distrito Federal, pelo patrocínio à 18ª Parada do Orgulho LGBTS de Brasília; Editora Metanoia, RJ, por seu engajamento na publicação de literatura LGBT de ficção e de não-ficção; Sorveteria Me Gusta Picolés Artesanais, SP, por pedir desculpas pela discriminação homofóbica de um funcionário contra um casal gay. Liliane Simões Maestrini, “Lili”, medalhista de bronze no Campeonato Mundial de vôlei de praia de 2013, por assumir e tornar pública sua festa de casamento com a jogadora Larissa França. Galvão Bueno e Pedro Bial por se deixarem fotografar dando “selinho” nos bastidores de especial da Globo; Atores Bruno Gagliasso e João Vicente pelo beijo na boca, por desconstruir o uso de saia por homens e contradizer a homofobia de seus críticos; cantor Nader por representar romance gay no clipe “Quem Disse?” Repórter Gabriela Moreira, em entrevista ao vivo à ESPN, por bronquear ao vivo torcedor do Palmeiras que chamou os sãopaulinos de bicha; Atriz Giovanna Antonelli, por defender personagem bissexual na novela Em Família: “preconceito não está com nada. Tem que respeitar o amor e a vontade dos outros”. Fernanda Lima, do programa Amor e Sexo, por sua postura gay friendly e feminista; Programa Porta dos Fundos, pelo humor politicamente correto com a comunidade LGBT; Humorista Marcius Melhem responsável pelo novo “Zorra”, da Globo, por defender que “o humor tem a obrigação de adotar posturas progressistas e tomar posições, excluindo piadas com conteúdo homofóbico. Vamos ridicularizar quem é homofóbico.” Prepara NEM, RJ,cursinho preparatório gratuito para o ENEM voltado a travestis e transexuais. Troféu PAU DE
Violência e tentativa de homicídio em Pernambués: Trans agredida a pauladas e marido alvejado por disparo de arma de fogo por vizinho transfobico
Salvador, Bahia, segunda-feira, 14 de março de 2016 – Por Marcelo Cerqueira – O Grupo Gay da Bahia (GGB) acabou de receber denúncia feita por dona Ana Paula Menezes mãe da transexual Bruna Menezes Conceição Dantas Vitória, 23 anos, moradora á Rua Nilton Monfor, segundo portão do Colégio Aliomar Baleeiro , naquele bairro. Segundo a mãe da vitima, tudo aconteceu por volta das 20h de segunda-feira. Ela estava em companhia da filha e do genro quando á caminho de casa quando foi surpreendida por dois homens um portando pedaço de madeira e outro uma arma de fogo, e foram logo partindo para agressão. Bruna recebeu diversas pauladas no corpo desferidas por um dos homens. Na hora da briga covarde, o marido de Bruna partiu na sua defesa e o tiro que foi disparado para mata-la acabou alvejando o companheiro, na virilha, atravessou o pênis e a bala acabou alojada em uma vertebra da coxa do homem, que foi socorrido pela Samu 192 e encontra-se recebendo atendimento no Hospital Geral do Estado, apresentado quadro critico de saúde devido aos ferimentos provocado pela arma de fogo. Em conversa por telefone com á vitima ela disse que o motivo da violência teria sido um desentendimento que teve com a sobrinha de “Chaparrau”. “Ela vinha me atormentado há três meses, me discriminando por seu ser uma mulher tras, não só a mim quanto ao meu companheiro” declarou Bruna informando ainda que a mulher dizia que ali não era lugar para eu morar, por conta de sua orientação sexual. Tudo indica um caso grave de transfobia, motivado que levou ao ataque violento. “ Ela me via e fazia gestos obscenos, batendo a mão nas suas partes intimas, dizendo que ela tem vagina que ela não. Era tanta baixaria que ela falava, inclusive, dizendo que o meu marido deveria procurar uma mulher” denunciou . “ Eu só quero viver a minha vida, não faço mal a ninguém, essa criatura me infernizando, e agora, o que fazer, meu marido no hospital, correndo risco de vida, eu toda cheia de hematomas pelo corpo, eu quero justiça, quero respeito” desabafou aos prantos. O caso está sendo acompanhado pelo delegado de Polícia Civil dr. André Mauricio titular da 11ª Delegacia de Tancredo Neves, onde o agressor encontra-se detido para ser ouvido qual deverá responder por tentativa de homicídio qualificado. O GGB se une a família corajosa na denuncia e na pressão para que esse tipo de violência covarde fundamentada no preconceito, na inveja da felicidade do outro, que esse tipo de gente pague pelo crime, isso inclui a sobrinha do agressor, a pior despeitada pela beleza feminina de Bruna Menezes, que linda, assemelha-se a atriz Marquezine, como é conhecida. O nome da sobrinha do agressor “Chaparrau” bem como o nome do segundo elemento, não foram revelados pela vitima, que não sabia ou não lembrava.
Presidente do GGB repudia declaração odiosa de Benedito Ruy Barbosa.
Salvador, Bahia, quinta-feira, 10 de março de 2016 – Do GGB. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), professor Marcelo Cerqueira, 46 anos, esteve na tarde dessa quinta-feira no programa Universo Axé do apresentador Alex Lopes, nos estúdios das novas instalações da rádio Tudo FM, no edifício CEO, na Tancredo Neves. Cerqueira, convidado pelo também jornalista Caio Coroa, aproveitou a oportunidade para repudiar as declarações consideradas homofobicas do novelista Benedito Ruy Barbosa no lançamento de sua nova obra “Velho Chico”, pela Rede Globo de Televisão. Cerqueira critica novelista em relação a sua declaração de “responsabilidade”. Benedito diz: “O que acho é que quando eu tenho na mão 80 milhões assistindo minha novela, tenho que ter responsabilidade com as pessoas que estão me assistindo.”. Vamos pensar aqui na palavra “responsabilidade”, declarou Cerqueira e segue. “Em um país em que tantas pessoas são mortas por serem homossexuais, colocar personagens homossexuais e passar uma imagem positiva dessas personagens é sim uma atitude de responsabilidade” questiona alertando ainda que existe um cunho educativo na telenovela, e mostrar que um ser humano não deve ser morto e/ou punido por sua orientação sexual é educativo. Recentemente a telinha deu ótimo exemplo na novela “Totalmente Demais”, que fez uma campanha anti-homofobia. Nos dias atuais é importante mostrar esse tipo de personagem pois ajuda diminuir a ignorância sobre o assunto. “Sim, caro Benedito, talvez o pai não saiba explicar ao filho porque esse pai ainda acha que o homossexual é um descarado, um pervertido, etc. Então, cabe sim à televisão, que para muitos é a única forma de informação, mostrar que, independentemente da orientação sexual, as pessoas merecem respeito”, conclui Marcelo Cerqueira. Os oitenta milhões de telespectadores que ele tem na mão deve saber respeitar e saber que NÃO SE PODE MATAR, AGREDIR, FERIR OU DISCRIMINAR ALGUÉM por sua orientação sexual. Talvez a tevê eduque esse pai a não ser tão preconceituoso quanto você, e possamos ter um mundo melhor no futuro, sem que pais e mães de homossexuais se preocupem com seus filhos por causa de agressões que eles possam sofrer na rua por causa de sua orientação homossexual. O programa teve inicio ás 16h e seguiu até ás 17h Fabete Boca de Motor, também participou do programa.
GGB entra para o programa Todos Pela Educação: Toda mobilidade só acontece pela educação.
Salvador, Bahia, terça-feira, 8 de março de 2016 – Da Redação GGB. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), professor Marcelo Cerqueira, assinou na tarde dessa terça-feira, 8, nas dependências da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, o Termo de Adesão ao programa Todos Pela Educação, o TOPA. A entidade que já possui estrutura adequada em sua sede própria no Centro Histórico vai oferecer esse beneficio as pessoas que desejarem aprender a ler e escrever. Para participar da iniciativa educadora a pessoa não precisa ser LGBT, basta possuir desejo de aprender e conviver com a diversidade. Qualquer um pode se matricular para começar estudar no dia 4 de abril próximo. Para isso o aluno deve preencher uma ficha com os seus dados pessoais e entregar para efetivar a matricula no programa de forma gratuita. Serão sete turmas com 15 a 18 alunos que depois de formados poderão, a partir, de suas motas serem encaminhados ao mercado de trabalho por meio dos programas governamentais existentes. Quem desejar inscrever alguma pessoa basta telefonar para os telefones (71) 985116870 com Rita Pedreira ou (71) 3322 2552 e ainda pelo e-mail ggbbahia@gmail.com para receber a ficha de inscrição. Se você conhece alguma pessoa que se encaixe, inscreva essa pessoa, pois o programa forma a pessoa para que ela possa viver melhor e sentir as emoções de ler e escrever. Não basta ensinar a ler e escrever. É preciso respeitar o direto à cidadania, ao aprendizado e assegurar uma educação de qualidade. É assim que funciona o TOPA – Programa Todos pela Alfabetização, criado pelo Governo da Bahia para trazer dignidade e esperança à vida dos baianos. De 2007 para cá, o TOPA já beneficiou 936 mil pessoas em todo o Estado. Isso tudo graças à parceria com prefeituras municipais e entidades dos movimentos sociais e sindicais, universidades públicas e privadas. O Governo vai continuar trabalhando ativamente na redução do analfabetismo e da pobreza na Bahia. Por isso, estabeleceu como meta para os próximos quatro anos, alfabetizar mais 1 milhão de pessoas. E para garantir que os estudantes do TOPA continuem aprendendo, já estão sendo desenvolvidas ações para sua inserção em turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Por que é importante a oferta de alfabetização? Ampliar a oferta de alfabetização é fundamental para melhorar os indicadores sociais. Por isso, é essencial que governantes, gestores públicos, empresários, movimentos sociais e sindicais, lideranças comunitárias, estudantes e voluntários estejam unidos pelo TOPA. Afinal, é quando todo mundo topa que a mudança acontece de verdade. Quem é beneficiado pelo Topa? – Jovens (acima de 15 anos), adultos e idosos não-alfabetizados; – Professores da educação básica de rede pública de ensino; – Professores não-habilitados para o magistério, mas em exercício na rede; – Educadores populares com nível médio de escolaridade; – Coordenadores de turma; – Tradutores-intérpretes de LIBRAS. Termo de adesão Firma a parceria entre prefeituras, entidades e organizações com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia para aderir ao TOPA. Informações: www.educacao.ba.gov.br Garantir o direito à alfabetização é dever do Estado. Com o TOPA, a Secretaria da Educação do estado da Bahia amplia parcerias com municípios, instituições de ensino superior, entidades não-governamentais e organizações sociais. A intenção é construir políticas públicas para a educação de jovens, adultos e idosos, especialmente voltadas para a alfabetização. Objetivo geral Promover uma educação de qualidade para a população de jovens, adultos e idosos, assegurando seu ingresso e permanência na escola, garantindo-lhes as oportunidades necessárias à apropriação da leitura e da escrita e criando as condições objetivas para a inclusão social, política, econômica e cultural desses sujeitos. Objetivos específicos Reduzir o índice de analfabetismo na Bahia. Assegurar, à população de 15 anos ou mais, as condições objetivas necessárias para a continuidade dos estudos. Realizar ações que contribuam com o desenvolvimento social e econômico da população baiana. Apoiar os municípios baianos na melhoria dos seus indicadores educacionais. Firmar parcerias com os municípios baianos para a execução do programa de alfabetização. Articular Governo e sociedade numa ação política de melhoria das condições de vida da população baiana. Ações O Programa TOPA – Todos pela Alfabetização, iniciado em 2007, realiza estudos e pesquisas, formação continuada de professores alfabetizadores, desenvolvimento de instrumentos e mecanismos de acompanhamento e avaliação, produção de material didático-pedagógico, dentre outras ações que assegurem a sua efetividade. Com o desafio de erradicar o analfabetismo na Bahia, através de políticas de educação de jovens e adultos (seguindo os mesmos princípios do Projeto Político-Educacional do Estado), o Topa persegue a meta de alfabetizar, um milhão de pessoas de 15 anos ou mais.
TVE Bahia faz pré-estreia do “Estação Plural” primeiro programa LGBT do Brasil. Lançamento acontece quinta-feira,3, ás 19h no SESI Rio Vermelho.
Salvador, Bahia, terça-feira, 1 de março de 2016 – Entre gargalhadas, risos contidos e algumas lágrimas, as cantoras Ellen Oléria e Mel Gonçalves e o jornalista Fefito falam de tudo um pouco no Estação Plural, nova atração da TVE Bahia / TV Brasil, que estreia na sexta, 04 de março, às 23h, com reprise às segundas, à meia-noite. Semanalmente, o trio vai receber no programa um convidado especial para debater de forma plural temas de interesse geral. Mas a pauta também vai contemplar assuntos do universo LGBT que despertam o interesse ou a curiosidade do público, a partir da ótica de Ellen, que é lésbica; Mel, que é transexual, e Fefito, que é gay. O Estação Plural reflete os valores que norteiam a ação da TVE Bahia / TV Brasil, como o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão, além do exercício da cidadania. “Aqui na TV pública, podemos experimentar, temos esse papel de vanguardista e eu acho muito importante estarmos sempre apresentando essa diversidade para o nosso público”, diz a diretora de Produção da emissora, Myriam Porto. “Nós já temos [na TV Brasil] a diversidade regional, a diversidade religiosa, a diversidade cultural e agora a gente vem aí com esse programa LGBT”, completa. Antes mesmo de entrar no ar, o programa angariou com a primeira peça promocional, em 24h, mais de cem mil visualizações no Facebook, demonstrando o potencial de interesse da atração. O primeiro talk show na TV aberta a ser apresentado por representantes do universo LGBT também contará com a segunda tela, permitindo ao espectador interagir com o conteúdo que está acompanhando. Ana Ribeiro e Cássia Dian, roteirista e diretora, respectivamente, completam o time responsável por esta produção. Ana foi editora executiva do iGay, portal do iG, dedicado a temas do universo LGBT. Cássia tem passagens pela MTV, Band e Rede TV! e dirigiu produções para o GNT. Vendo o trio de apresentadores em ação tem-se a impressão de que Ellen, Mel e Fefito são amigos de longa data. Mas não. Eles se conheceram no dia do teste de elenco, realizado em novembro de 2015, nos estúdios da TV Brasil, no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo. E a sintonia com os convidados também chama a atenção, que o digam o médico Drauzio Varella, a ex-chacrete Rita Cadilac, a jornalista Barbara Gancia e a atriz Bruna Lombardi, que já passaram pelo estúdio do programa. “A parceria está sendo incrível, a gente está se dando muito bem. Tem um dia que alguém está mais calminho, e aquele dia que tem alguém que está mais espoleta, e às vezes a gente inverte esses papéis. Mas o mais importante é que a gente se complementa.”, conta Fefito. Mel conta que o convívio com a dupla tem ido além das gravações. “Estou muito próxima deles. E essa parceria tem me acrescentado muita coisa e está me fazendo crescer”, diz. “O programa tem muita simpatia, informação, bom humor, muitos recortes e três vivências que expressam opiniões em diversos assuntos nos quais um convidado acrescenta tanto para os assuntos tratados, quanto para nós que apresentamos. É um programa de troca”, acrescenta a vocalista da banda Uó”. “Pela primeira vez na TV brasileira temos um programa apresentado por um grupo tão diverso. Estou falando de contra-hegemonia. A intenção da TV Brasil foi reunir duas apresentadoras e um apresentador com um perfil LGBT para diluir as margens do preconceito e aproximar as pessoas da diversidade, humanizando nossos olhares, mostrando que atuamos em nosso país assim como as/os telespectadoras/es”, explica Ellen. Fefito, que veio do interior de Pernambuco, onde sofreu bullying por ser gay, diz se preocupar com o impacto que o Estação Plural pode ter na vida de adolescentes que não vivem em ambientes com liberdade para se assumirem. “A gente não está neste programa para ser exemplo pra ninguém. Mas acho que eles [gays, lésbicas, trans] se verem representados na tela já dá uma força, um estímulo de como encarar a vida, de ver que eles podem ser felizes no fim das contas, que deu tudo certo pra gente, pelo menos, que a gente está ali orgulhoso do que a gente é. A gente não tem a pretensão de representar todas as diversidades, mas a gente representa muitas delas, e a gente sabe que os assuntos que a gente discute são assuntos comuns, há pessoas héteros, gays, trans, bis e todos os gêneros na real, a gente é gente no fim das contas né?”, arremata. Estreia O médico e escritor Drauzio Varella é o convidado do programa de estreia. Oncologista e imunologista, Drauzio é autor de 13 livros e foi um dos pioneiros no tratamento da AIDS, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Ele também já emprestou o seu conhecimento e credibilidade a diversas séries de televisão voltadas para a saúde. Ao conversar sobre sexualidade com Fefito, Mel e Ellen, pergunta: “Porque o prazer do outro incomoda tanto você?”. Assim, o médico apimenta a discussão sobre um tema que ainda é polêmico para muitos, que é a sexualidade. Drauzio afirma no programa que a homofobia é fruto da ignorância e sexualidade não é uma opção, ela se impõe. Além de sexualidade, o programa fala sobre o orgulho de ser brasileiro e sobre as mentiras que se conta no primeiro encontro. Serviço Estação Plural na TVE Bahia / TV Brasil Toda sexta, às 23h, com reprises às segundas, à meia-noite Mais informações Assessoria de Comunicação do IRDEB Doris Pinheiro | 71 3116-7443 | 71 98896-5016 | assessoriairdeb@gmail.com | dvpinheiro.irdeb@gmail.com Empresa Brasil de Comunicação (EBC) | TV Brasil Fernando Chaves | 21 2117.6218 | fernando.chaves@ebc.com.br Giovana Tiziani | 11 3545.3003 | giovana.tiziani@ebc.com.br www.tvbrasil.ebc.com.br Facebook.com.br/tvbrasil Twitter.com/tvbrasil
GGB celebra 36 anos bem assumidos
Salvador, Bahia, 28 de fevereiro de 2016. Hoje , 28 de fevereiro de 2016 o Grupo Gay da Bahia (GGB) completou 36 anos de ativismo em no combate a homofobia e promoção da cultura LGBT na Bahia e no Brasil, uma característica do grupo é de sempre sair na dianteira na defesa da causa, abrindo espaço social e de palavras junto aos segmentos da sociedade ajudando quebrar paradigmas em relação a orientação sexual homossexual. O GGB foi fundado aos 28 de fevereiro de 1980 na sede do jornal anarquista o Inimigo do Rei por um grupo de intelectuais e jornalista, sendo Luiz Mott, professor o pioneiro que deu segmento a instituição, registrando como pessoa jurídica em 1983. Há época da fundação, segundo Luiz Mott, o grupo enfrentou problemas para possuir o registro de entidade do movimento social, após preparar o estatuto social da entidade quando na hora do registro o Cartório solicitou que fosse retirada uma autorização junto a Polícia Federal, alegando que não havia meios para realizar o registro. Desse, modo, graças a uma liminar judicial o Cartório recebeu os documentos institucionais da entidade. O GGB é a mais antiga entidade em funcionamento na América Latina e figura ainda na relação das mais antigas do mundo. Em três décadas, teve papel importante no inicio da epidemia do HIV na Bahia e no Brasil, sendo membro da Comissão de Aids do Ministério da Saúde, eleito melhores praticas de prevenção junto aos LGBTs, gays em especial. Heroicamente combateu nas duas primeiras décadas sozinho o que na época chamava-se de preconceito e hoje de homofobia. Graças a determinação de seu fundador Luiz Mott, e as ações de impactos realizadas a entidade ganhou fama que extrapolou as fronteiras do Brasil. Nas ações destaca-se por realizar o dossiê anual de crimes contra LGBTs, uma catalogação criteriosa e analise dos crimes homofobicos no Brasil, a coleta abrange todos os Estados da Federação, antes esse material era sistematizado manualmente, hoje o nosso site, Quem a homofobia matou hoje, faz a divulgação diária dos crimes a partir das notícias publicadas por jornais regionais. Os dados servem para orientar politicas publicas em relação ao combate à homofobia. Marcelo Cerqueira, presidente atual, considera que o trabalho realizado pela entidade em épocas onde havia tanto preconceito e que continua desenvolvendo até os dias atuais eleva a entidade como patrimônio imaterial LGBT da Bahia e do Brasil. O GGB contribui diretamente para a manutenção da cultura da homossexualidade e o respeito as suas expressões públicas e saudáveis. Na opinião do cantor Caetano Veloso, “É o Orgulho da Bahia”. O vai ser o padrinho da 15ª Parada Gay que acontece no segundo domingo de setembro próximo, caso aceite o convite. Neste ano, o GGB ao celebrar seus 36 anos, concede o título de “Membro honorário do Grupo Gay da Bahia” a personalidades brasileiras e estrangeiras como forma de reconhecer suas contribuições à causa da diversidade. A honraria foi instituída pela entidade em 28 de agosto de 2005 a entrega será, a principio no dia 11 de março na sede da entidade no Centro Histórico. Confira lista, Eduardo Michels, RJ Vilson Caetano, BA Duzinho Nery, BA Emilio Valu, BA Valmick Brás, BA Ilza Barbosa, BA Elson Carvalho, BA Beth Dantas, BA Mauricio Tavares, BA Ibrahim Sundiata, USA Arão Capinan, BA
Publicidade LGBT no Brasil ainda continua no armário: Diante da crise econômica que afeta gravemente o poder de consumo das famílias tradicionais, o mercado LGBT emerge como o caminho/saída para enfrentar a recessão.
Imagem: Propaganda “Casais” O Boticário 2015. Salvador, Bahia, quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 – Da assessoria do GGB. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira participa nessa sexta-feira, 26, ás 11h nas dependências da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) da mesa redonda“Publicidade envolvendo o público LGBT: pesos e contrapesos.” O tema abordado pelo palestrante aborda “a importância da sociedade civil organizada para a veiculação de publicidades inclusivas, democráticas e representativas”. Trata-se de um momento propicio para ressaltar protagonismo do movimento social e dos indivíduos em publicidades que causaram polêmica como a campanha da marca O Boticário que protagonizou uma batalha entre LGBTs e setores religioso da sociedade. A campanha “Casais” lançada em junho do ano passado para promover produtos da Boticário no dia dos namorados, mostrava casais de todas as orientações sexuais em momentos de afeto, incluindo LGBT. Só pelo o fato da inclusão de um casal gay no vídeo foi motivo para que setores conservadores da sociedade boicotassem a peça publicitária como inadequada. Esse fato gerou muito debate nas mídias tradicionais e sociais gerando pontos de vista favoráveis e contrários ao conteúdo. Por meio de nota a imprensa a Boticário se posicionou afirmando que a campanha abordava com respeito e sensibilidade a ressonância atual sobre as mais diferentes formas de amor, independentemente de idade, raça, gênero ou orientação sexual. O vídeo da peça recebeu mais de 3,5 milhões de visualizações. Para os LGBT diante da polêmica comprar o perfume “Último desejo” tonou-se questão de honra, personalidades como Marcelo Cerqueira, a artista Daniela Mercury adquiriram o produto e postaram fotos nas redes sociais. Há três décadas da fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB) em Salvador pelo antropólogo Luiz Mott, mesmo diante dos avanços sociais, reconhecimento das relações homoafetivas como núcleos familiares, exposição do tema nas novelas de grande audiência no Brasil, ainda o poder de consumo, formação de opinião graças as novas mídias sociais em territórios livres onde circulam milhões de LGBT ( Lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans) , as grandes marcas preferem manter-se no armário em vez de veicular publicidades de bens e serviços voltadas para o público LGBT. O armário tem sido zona de conforto para algumas marcas que vendem, mas não reconhecem o público consumidor. De acordo com o GGB essas empresas estão com dias contados para sair do armário e o caminhopara as ruas vai ser feito em um passo. A entidade considera que com a crise financeira que impactou as famílias tradicionais, reduzindo gastos de forma drástica, essa mesma situação não possui impacto considerável junto às rendas dos LGBT que vivem em uniões estáveis ou ainda os solteiros, grupos cada vez mais ávidos de consumo online, incluindo ampla parafernália de aparelhos eletrônicos, celulares, computadores, veículos, moda fashion, eletrodomésticos e turismo. Mesmo sem publicidades direcionadas e patrocínios aos eventos da classe os LGBT continuam consumindo produtos dessas empresas que fazem opção pelo armário, por algum tempo, mas não por muito tempo. O consumidor LGTBT cada dia fica mais atento aos rótulos dos produtos e avaliam inclusive as praticas comerciais realizadas, politica de inclusão social, combate assédio moral, benefícios aos casais homoafetivos. “ Não basta somente fazer a publicidade, é preciso agir dentro da empresa instituindo politica e código de ética socialmente sustentável”, alerta Marcelo Cerqueira. O evento tem inicio ás 8h e segue até ás 16h com os palestrantes JoseanaSuzart, Álon Maurício, Dra. Lívia Santana, Luã Lessa, Carolina Grant, Dr. Felipe Garbeloto (OAB) e Dra. Fernanda Barreto (OAB)organizado pela Associação Baiana de Defesa do Consumidor (ABDECON), apoio da Faculdade de Direito da UFBA ás inscrições até quinta-feira, 25, por e-mail: projetos@abdecon.com.br , são grátis.
Trans pernambucana vence IXX Concurso de Fantasia LGBT na Praça Castro Alves e torna-se tricampeã na categoria luxo.
Foto: Felipe Martins: (E) Sandra Farias,trans pernambucana, venceu por três anos consecutivos. (D) Gerando Correia Pontes, segundo lugar com “Iansã, deusa dos raios..” Salvador, Bahia, terça-feira, 9 de fevereiro de 2016 . Do GGB – Era por volta das 18h quando o ator transformista André Luis Silva, 50 anos, caracterizado de sua personagem Bagagerie Spilberg, sobe a rampa de acesso a passarela para apresentar o XIX Concurso de Fantasia LGBT da Bahia, na Praça Castro Alves, segunda-feira (8). Neste ano, a transexual pernambucana Sandra Farias, 45 anos, manteve o seu favoritismo e ganhou mais uma edição, levando consigo o prêmio de R$ 6 mil. “Eu adoro Salvador, fico muito feliz que existam pessoas que promovam essa nossa arte”, declarou Sandra, logo após sua vitória. Na categoria luxo a disputa não foi fácil, mas a favorita venceu, usando a fantasia “Uma saudação africana ao rei” que pesava nada menos que 47kgs, confeccionada em paetês, lantejoulas, penas de faisão e de galo, consideradas nobres. Os demais eleitos foram Gerando Correia Pontes, natural de Juazeiro, Bahia; Lilian Ariela, de Itapissuruma, Pernambuco; e Barbara Pontes de Assis, de Salvador, Bahia. Já na categoria originalidade, o primeiro lugar foi para Severino Queiroga da Silva, de Juazeiro, vestindo a fantasia Dekameron, que arrematou o prêmio de R$ 5 mil. Edson Francisco de Lima, Ivo Lancelote e Ozir França ficaram em segundo, terceiro e quarto lugares respectivamente. A realização do XIX Concurso de Fantasia LGBT da Bahia, no Carnaval de Salvador, objetiva fortalecer a identidade do segmento e o ativismo contra a homofobia por meio da produção artística integrada a essas populações. A iniciativa coaduna com o esforço coletivo de fortalecer e promover o Carnaval do centro da cidade e divulgar a tradição de fantasiar-se para brincar o carnaval, um aspecto de nossa cultura que foi se perdendo ao longo dos anos. Pela primeira vez o GGB convidou uma atração musical para fazer parte do evento. A cantora Ayla Menezes subiu ao palco por volta das 22h e finalizou o evento às 2h30 da terça-feira, com show dançante e muitas modinhas dos carnavais antigos. Já a cantora Vercia, que constava da programação, por problemas operacionais no palco não pôde se apresentar. O evento é uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB), Quimbanda Dudu com apoio da prefeitura do Salvador através da Saltur. BETHÂNIA – Antes de chamar seus colegas de ofício, Bagagerie Spilberg, que é aficionada pela cantora Maria Bethânia, cita em versos trechos de canções da santamarense. Ela faz alusão à homenagem que a escola de samba carioca Mangueira faria à diva baiana naquela noite. Então, sobe ao palco a apresentadora Michelle Loren, pele negra, cabelos longos e loiros, olhos azuis, trajando um vestido transparente coberto de pedras coloridas. Logo em seguida, Bagá – como é carinhosamente apelidada no meio –, chama Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), que é convidado para compor a equipe de apresentação do desfile. “Estamos felizes em ocupar esse solo sagrado, nosso por usucapião e queremos fortalecer esses locais como territórios de identidades que fortalecem a nossa cultura” afirmou Cerqueira. “Queremos o nosso lugar no carnaval, na festa e na distribuição das riquezas desse momento, queremos o melhor para o nosso povo LGBT, como política de recompensa as desigualdades” concluiu, pedindo ainda a imediata instalação do Centro de Referência LGBT de Salvador, projeto fruto da articulação do GGB com o mandato da então vereadora Fabíola Mansur, sancionado pelo prefeito municipal ACM Neto, em setembro de 2014, sem ainda entrar em operação. Bagagerie chama ao palco o primeiro de dez shows transformistas e de bonecas como Bia Mathieu Semanovischi, que se apresentou dançado musicas interpretadas por Claudia Leitte, a artista trans, se intitula cover da cantora em suas apresentações onde esbanja beleza, versatilidade e muito talento. Considerada pelo público LGBT um grande talento, Gina de Mascar, personagem criada pelo ator Aldo Zack, estrelou na Praça incorporando Bibi Ferreira, que incorporou Edith Piaf no Bibi in Consert I do ano de 2009, cantando mulher rendeira em inglês, português, italiano e em francês. O público adorou as irreverências de Gina e o seu humor especial. Esbanjando molejo e sensualidade, trajando malha colada na pele, tênis coloridos e cabeças cobertas de penas vermelhas que desciam até a região da cintura, os bailarinos jovens Willian e Iury do Four Project estrearam no Praça as suas criações e pesquisas em dança moderna, usando os limites de flexibilidade do corpo sem perder a graça e a sensualidade. Fizeram trecos de musicas conhecidas no Brasil e internacional. Também se apresentaram na passarela vermelha a plus size Nathalia Stryker, Scarlet Sangalo, cover da cantora Ivete Sangalo e Zuzy D`Costa, ex miss Bahia e cover da cantora Norte Americana Beyoncé. Houve ainda disputa de bate cabelo com Asla baterflyr e Ludmilah. Na parte baixa do palco os candidatos, ansiosos, prontos esperavam sua vez de pisar na passarela. O concurso oferece as categorias luxo e originalidade, dispõe de 29 mil reais em dinheiro para ser dividido entre os primeiros quatros premiados nas duas categorias. Os candidatos que concorriam em originalidade foram os primeiros exibir suas produções, seguido da categoria luxo, esperada com grande expectativa. A passarela ficou pequena para tantas plumas e penas raras. A classificação passou por um olhar apurado do corpo de jurados, composto por Vilson Caetano, Javier Angonoa, Beth Dantas, Inês Silva do Grupo Mães pela Diversidade. Os jurados atentos aos movimentos dos candidatos votavam declaravam seu voto aberto para que Bagagerie anotasse em uma caderneta. Confira galeria de fotos: https://www.facebook.com/GrupoGaydaBahia/?ref=hl