Últimas Notícias

60+

Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

GGB recebe inscrições de candidatos para o 20ª Concurso de Fantasias Inscrição gratuita. Vencedores de cada categoria ganham R $ 6 mil e R $ 8 mil.

GGB recebe inscrições de candidatos para o 20ª Concurso de Fantasias

Redação Correio 24 horas em  20/01/2017 21:18:00  O Grupo Gay da Bahia (GGB) registou hoje (20) até 23 de fevereiro inscrições de interessados em participar da 20ª edição do Concurso de Fantasia Gay da Bahia, que acontece na segunda-feira de Carnaval em Salvador, na Praça Municipal, A partir Das 18h.Os candidatos interessados a preencher uma ficha de inscrição disponível no site ou sede da entidade localizada na Ladeira de São Miguel, 24 no Centro Histórico. É preciso indicar no momento da inscrição uma categoria – há opção luxo e originalidade. Como inscrições são gratuitas. Menores de idade para os pais ou para os pais. (Foto: Divulgação / GGB) Nesta edição, o evento volta para uma Praça Municipal, onde tudo começou, depois de passagens por Largo Dois de Julho, Praça da Sé e Castro Alves. Este ano, o GGB aumentou como premiações do 1º ao 3º lugar. Quem ganhou na categoria luxo sem primeiro lugar cheque de 8 milhões de reais e em originalidade no primeiro mês R $ 6 milhões. Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, diz: “Já é uma tradição, como o espero esse momento glorioso no Carnaval de Salvador”. O critério de eleição das melhores fantasias é por serio, elegância, simpatia, desenvoltura na passarela, pedraria, penas, postura, andar por fim ou valor do trabalho por candidato na produção de roupa, A mais esperada do evento. Na originalidade dos critérios são uma imagem com uma ideia original, mas uma categoria é proibida a utilização de materiais preciosos, pedras caras, penas haras, lantejoulas entre outros assessórios que podem dar conotação de luxo. A 20ª Edição do Concurso de Fantasia LGBT do carnaval de Salvador tem apoio cultural da Embaixada do Canadá, uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB) e Quimbanda Dudu, concepção do Projeto “Nós, Por Exemplo!” E chancela da Prefeitura Municipal de Salvador.

Campanha “Nós, Por Exemplo” do GGB joga luzes sob orientações homoafetivas tradicionais e orienta LGBTs e vítimas de crimes de ódio denunciar no Disk 100.

Salvador, Bahia, 18 de janeiro de 2017 – Do GGB -O Grupo Gay da Bahia (GGB), deu início ontem, segunda-feira, 17, a divulgação da Campanha “Nós, Por Exemplo” desenvolvida pela entidade com a finalidade de ampliar os conhecimentos das pessoas em relação a gênero, identidades e orientação sexual que permeiam o universo do que chamamos hoje de homoafetividade. A união estável entre pessoas do mesmo sexo  tradicional ou clássica, mesmo não detendo ampla capilaridade junto a sociedade em geral, passados trinta e sete anos da fundação do GGB pelo professor Luiz Mott, mesmo que pese os índices de violências contra homoafetivos gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transexuais interagindo com os seus aspectos culturais próprios e dos demais cidadãos urbanos tem contribuído para o fortalecimento desse grupo social especifico, sendo capazes de repassar esta consagração do amor as novas gerações. A campanha Nós, Por Exemplo, parte do princípio que o componente biológico nos seres humanos não é determinante, nem define a performance de gênero. O  que mais importa é a relação que o indivíduo estabelece  com os diversos papéis de  gênero. O GGB convidou  pessoas ativistas dos direitos humanos  para protagonizar as peças da campanha: uma bissexual feminina, um trans homem com identidade masculina, uma trans mulher com identidade feminina, uma lésbica com identidade feminina e dois homens gays com identidades masculinas. A filmadora percorre detalhes das faces dessas pessoas em tempo que elas declaram sua identidade: “Sou lésbica” declara Mel Gomes, 23 anos, ativista da União da Juventude Socialista (UJS). Nós, Por Exemplo, no Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), exibe a face de um homem e uma mulher trans, Hugo Cerqueira e Millena Passos, ativistas reconhecidos na Bahia e no Brasil. Consta também o ativista Onã Rudá Cavalcanti da União da Juventude Socialista (UJS), Aline Cunha e o fundador do GG,B Luiz Mott que atua como ancora do vídeo que possui a duração de 1,50min, resultado de mais de 10 horas entre filmagem e edição. https://youtu.be/Y3CV3Z8vrFE

Primos acusam policiais de espancamento: GGB fala em homofobia

Por Fabio Sena | 12/01/2017 – 02h31 Rafaela relata que não houve sequer tempo de se posicionar com mãos na parede porque os policias já partiram para a violência. Os primos Carla Rafaela Silva, 28, autônoma e estudante, e Isac Pereira da Silva, 22, acusam os policias militares Deivison Zetoles e o parceiro de prenome Francisco por espancamento com socos,  e uso de cassetete em abordagem na saída de um estabelecimento conhecido como Bar do Careca. O fato ocorreu no último domingo, dia 8, por volta das 23hs, no bairro do Mato Verde, em Riacho do Santana, Região Sudoeste da Bahia. Carla Rafaela, que fez a denúncia ao Grupo Gay da Bahia (GGB) nessa quarta,11, afirmou que a abordagem foi violenta e reveladora da LGBTfobia por parte dos policias militares que chegaram em uma viatura em grupo de quatro, mas apenas dois fizeram o procedimento. Segundo Carla Rafael, ela, seu primo e duas outras pessoas saíam do bar quando se depararam com os policiais, que iniciaram a abordagem. Rafaela relata que não houve sequer tempo de se posicionar com mãos na parede porque os policias já partiram para a violência. “Eles batiam e me chamavam de sapatão, vagabunda, desgraça e outros nomes horríveis”, denunciou, informando ainda que o seu primo Isac Pereira, que estava com as mãos na parede, foi tentar impedir, pedindo para que os PMs não fizessem aquilo, e foi espancado. “Eles começaram a bater nele e Isac caiu no chão e levou vários chutes nas costas e na região da barriga, eles chutavam e chamavam ele de veado”, denuncia Rafaela. “Ainda de acordo com Rafaela eles só pararam a sessão de tortura sádica contra LGBTs porque perceberam que a colega de prenome Jaqueline, 23 anos, estudante, estava gravando a pancadaria no seu celular”, esclarece Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia. “Passa o celular, vagabunda, você não vai filmar nada aqui, não, teria dito um dos policias. Segundo ela, os policiais investiram para tomar o aparelho das mãos da jovem, mas ela reagiu, se negando a entregar, mas foi ameaçada e entregou. Rafaela denuncia também o descumprimento por parte dos policiais militares da conduta a ser aplicada no caso de abordagem policial junto a mulheres. Ela denuncia que dentro da viatura havia uma policial feminina e ela que deveria realizar a abordagem, “não o fazendo deixando que os policias violassem o corpo feminino numa abordagem sádica, lesbofobica e homofobica”, afirma Marcelo Cerqueira. “Após a confusão, a jovem dona do celular, segundo a vítima, foi humilhada, algemada e posta no xadrez da viatura e conduzida até o Batalhão da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, passando o restante da noite assustada e em claro, sendo liberada pela manhã do dia seguinte, segunda-feira, dia 9. Já os demais não foram conduzidos, apenas espancados”, narra Marcelo Cerqueira. A vítima foi atendida no Hospital Municipal Amalia Coutinho, sendo medicada e liberada naquela mesma noite. Após ficar em observação médica somente no dia 11, quarta-feira, conseguiu registrar Boletim de Ocorrência número 037/17 junto a 24ª Delegacia de Polícia Civil em Riacho do Santana, que expediu guia para exame médico de número 011/17. O processo corre na responsabilidade do delegado Antônio Rozélio, que já marcou audiência para ouvir os envolvidos para o próximo dia 17, às 9h da manhã. O Grupo Gay da Bahia (GGB) vai encaminhar denúncia a Corregedoria das Policias para apurar as responsabilidades dos policias na abordagem. O GGB considera que, de modo geral, os policias simbolicamente são orientados a tratarem LGBTs nas abordagens com pouco ou nenhum respeito. Presidente da entidade, o professor Marcelo Cerqueira fez a escuta da vítima e afirmou que tem havido esforços das corporações para capacitar os agentes em direitos humanos, “mas muitos policiais ainda fazem uso de práticas violentas nas abordagens, mesmo quando não há resistência, por sadismo e preconceitos odiosos internalizados”, disse. “Estamos em processo de finalização de um manual voltado para os policiais orientando procedimentos nas abordagens”, disse Marcelo Cerqueira. “Os policias mais reticentes em absolver as identidades clássicas e novas devem se esforçar para compreendê-las e associar ao seu trabalho junto à população; os tempos são outros, diferentes da época das Delegacias de Jogos e Costumes”, conclui Cerqueira.

Número de homicídios de pessoas LGBT pode ser recorde em 2016

Débora Brito – Repórter da Agência Brasil – Salvador, Bahia, 31 de dezembro de 2016. O número de homicídios de pessoas gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais deve crescer em 2016 e superar as ocorrências dos últimos anos. A tendência é revelada pelo Grupo Gay da Bahia, que anualmente elabora o Relatório de Assassinatos LGBT no Brasil. Dados preliminares do levantamento apontam que o ano deve ser fechado com o total aproximado de 340 mortes, maior número registrado nos últimos anos.“No ano passado (2015), foram 318 mortes. Até agora, estamos com 329 mortes, mas temos alguns casos aguardando confirmação e o ano deve ser fechado com aproximadamente 340 mortes. Em 36 anos que monitoro os dados, nunca chegamos a esse número”, afirmou Luiz Mott, antropólogo fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB). Segundo ele, o aumento se deve a vários fatores, como a coleta mais sistematizada de informações e a reação conservadora ao maior número de pessoas que vem assumindo sua condição sexual. “Hoje, tem mais homossexuais e trans saindo do armário por causa das paradas gays e outras campanhas; e isso os deixa mais expostos a situações de violência, o que levou ao aumento generalizado de crimes”, explicou Mott. O estudo mostra que a maior parte das mortes (195) ocorreu em via pública, por tiros (92), facadas (82), asfixia (40) e espancamento (25), entre outras causas violentas. O assassinato de gays lidera a lista com 162 casos, seguido dos travestis (80), transexuais femininas (50) e transexuais masculinas (13). A instituição recebe informações das mortes por outras entidades, por familiares e amigos das vítimas, mas a principal fonte da base de dados são os casos divulgados pela imprensa. O levantamento é reconhecido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos. A subnotificação das mortes ainda é um desafio para as entidades que monitoram o problema. Mas, só pelos resultados do último relatório, a ONG constatou que uma pessoa LGBT morre a cada 28 horas no Brasil. E se a tendência de aumento se confirmar, o intervalo pode cair para 24 horas. “É apenas a ponta do iceberg, porque muitos são assassinados e as testemunhas escondem”, disse Mott. Nordeste lidera O estudo mostra que a liderança dos casos nos últimos anos é do Nordeste, mas outras regiões tem despontado com casos graves. “Atribuo isso ao conservadorismo e à falta de informação. A surpresa deste ano é o estado do Amazonas, que registrou até o momento 29 mortes. Proporcionalmente, o dado é chocante, embora São Paulo sempre registre o maior número absoluto”, disse Mott. Entre os casos contabilizados, está a morte recente do ambulante Luís Carlos Ruas, espancado na noite de Natal por dois homens, numa estação de metrô em São Paulo, ao defender moradores de rua e travestis. O GGB configurou o ataque como um crime LGBTfóbico. Apesar de se tratar da morte de um heterossexual, de modo indireto “não deixa de ter também um crime LGBTfóbico. Afinal, a confusão começou pela defesa de uma travesti”, explicou Agatha Lima, integrante do Conselho LGBT de São Paulo e da Associação de Transexuais, Travestis, Transgêneros. Cerca de “99% dos crimes contra LGBTs tem como agravante a intolerância, além da vulnerabilidade de grupos como os travestis, que geralmente estão nas ruas em condições mais marginalizadas, envolvidas com prostituição e uso de drogas devido à exclusão sofrida em outros espaços da sociedade”, explicou Mott. A opinião é compartilhada por outras organizações de defesa dos direitos das pessoas Trans, que engloba homens e mulheres transexuais e travestis. Líder mundial O alto índice de violência levou o Brasil à liderança do ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais em 2016. Das 295 mortes de transexuais registradas até setembro deste ano em 33 países, 123 ocorreram no Brasil, de acordo com dados divulgados em novembro pela ONG Transgender Europe. O México, os Estados Unidos, a Colômbia e a Venezuela seguem o Brasil em números absolutos do ranking de mortes de transexuais. O relatório europeu mostra que, de janeiro de 2008 a setembro de 2016, foram registradas 2264 mortes de transexuais e transgêneros em 68 países. Nos oito anos da pesquisa, o Brasil contabilizou 900 do total dos casos, o maior número absoluto da lista. “Há décadas o Brasil é campeão mundial nos crimes contra a população LGBT. Comparativamente aos EUA, por exemplo, matamos de 30 a 40 LGBTs por mês, enquanto que lá morrem 20 por ano. O principal motivo é a LGBTfobia individual e cultural, que incrementa os crimes letais no nosso país”, diz Mott. A conselheira Agatha Lima, disse que as associações estão dialogando com a ONU sobre essa questão. “Em primeiro lugar, isso é um absurdo. Em segundo lugar, ao mesmo tempo que o Brasil é o país que mais mata, é também o que tem a maior clientela para os profissionais do sexo trans. No país inteiro, existem 1,4 milhão pessoas trans, e 90% delas vivem do mercado do sexo, por causa da exclusão e do preconceito que sofrem no mercado de trabalho formal, em casa e nas escolas”, disse.  

Mídias externas: Campanha estimula diagnóstico precoce em Salvador 

Começou hoje a circular a campanha Fique Sabendo que estimula a realização do teste para detecção do vírus HIV. A campanha realizada pelos grupos Quimbanda Dudu, CBAA, e Grupo Gay da Bahia tem a finalidade de sensibilizar a população em geral para a necessidade de fazer o teste que é rápido e pode pública de saúde. Tem apoio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB), produção a Rota Mídia. De acordo com o infectologista e subsecretario de Saúde da Bahia, Dr. Roberto Badaró, o quanto antes a pessoa souber, fica mais fácil tratar. Para esta ação foram confeccionadas quatorze peças distribuídas nas principais rotas percorridas pelos ônibus municipais permanecendo por todo o mês de janeiro, época que a cidade recebe grande quantidade de visitantes. (Salvador, Bahia, 28/12/16).   Se ligue na sua saúde sexual Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) é um problema! HIV, aids, sífilis, gonorreia, clamídia, HPV e outras doenças como as Hepatites Virais afetam o corpo e podem diminuir a autoestima. Evitar é simples e fácil: Use Camisinha! Se perceber alterações, procure o serviço de saúde! Algumas DST tem cura, já o HIV/aids, não! Procure o serviço de saúde para fazer os testes de aids, sífilis e Hepatites Virais. Quanto mais cedo você souber que tem alguma doença e iniciar seu tratamento melhor será sua qualidade de vida.   Além dos postos de saúde, você poderá ir aos serviços especializados abaixo:   CEDAP – Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa Rua Comendador José Alves Ferreira, 240 – Garcia (Próximo Colégio Dorotéia). Telefone: (71) 3116-8888 Horário: 8h às 16h.   Centro de Testagem e Aconselhamento Marymar Novais Rua Arthur Bernardes, Dendezeiros, Cidade Baixa. Telefone: (71) 3611-6560 Horário: 8h às 16h      

Uma agenda mínima comum entre LGBTs.

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia – SALVADOR, BAHIA, 14/12/16 – ÁS 15H04 – Não existem pesquisas geográficas que consigam expressar o tamanho da população de gays, lésbicas, travestis e transexuais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) realizou um estudo em 2010, publicado em 17 de outubro de 2012, e constatou 60 mil casais LGBT no Brasil. Salvador ficou em terceiro lugar com 1.595 uniões. Nós, do movimento LGBT nacional, acreditamos que 10% da população seja constituída por homossexuais, de acordo com o relatório sobre sexualidade masculina publicado nos Estados Unidos da América, em 1948, pelo médico pesquisador Alfred Kinsey, (Sexual Behavior in the Human Male). Este estudo é revelador de que somos milhões, estamos em todos os lugares, ocupamos profissões diferentes, vivemos de maneira diferente, permeamos todos os tecidos sociais, classes, cor de pele, somos iguais e ao mesmo tempo somos muito diferentes um dos outros. Não é tarefa fácil colocar pessoas ou comportamentos em caixinhas, porque só a pessoa pode entender-se como ela é, vive e se relaciona com a sua sexualidade. Mas vamos fazer um esforço aqui. Somos gays, lésbicas, sapatona, trasvestis, homem e mulher trans e intersexuais. Dentro dessas categorias encontramos os grupos de negros, negras, pobres, ricos, magros, gordos, ativos, passivos, suburbanos, favelados, conservadores, liberais, anarquistas, malhados, transformistas, gays cisgênero com identidade masculina, mulher lésbica cisgênero, homem trans cisgênero, idosos, novinhos, bichas, andróginas, bofinhas, catadores, sem-terra, sem teto, ativistas, não ativistas, e tantas outras categorias existentes nas sombras e nas luzes das cidades, que se relacionam com funções, sistemas, elementos físicos, linguísticos, mentais desenvolveram estrutura de realidade independente. Compreender esse universo é necessário olhar por dentro para perceber características desses sistemas e os seus estímulos junto aos homossexuais no mundo moderno, na rapidez que as coisas acontecem nas metrópoles. A pós-modernidade trouxe consigo as novas tecnologias avançadas de comunicação de massa como a internet. Antes, o indivíduo vivia apático, isolado, não conhecia outras culturas modernas, não havia meios eficientes para a troca de experiências culturais. A representação social e a relação indivíduo sociedade se transformou em meio à crise das instituições de segurança, trabalho, saúde e educação, os indivíduos tinham de interagir. Assim, cada um passa a representar-se sem a necessidade de outorgar um poder simbólico a uma pessoa, partido político, ou políticos, entidade ou mesmo órgão público. A internet para os LGBT está como a corda para o pau do berimbau: esse universo de informações, imagens e conceitos mudou o estilo de vida, considerando que após tantos séculos sem poder falar, se posicionar, interferir reivindicaram para si a sua própria representação social, cultural e política de forma intensa. O mundo moderno e as tecnologias de informação estimulam uma atitude relacionada à cultura, às cidades, à moda, comportamento, e uma liberdade total ao corpo. Com isso, acesso a tantos conteúdos, o que é muito bom, o indivíduo começa a perceber que existem outras identidades de gênero além das homonormativas clássicas (mulher lésbica cisgênera, casada, classe média, branca). As identidades de gênero clássicas sólidas convivem nos dias de hoje com as identidades fluidas e líquidas. Convivência nem tão harmoniosa, mas essa fluidez indica que o indivíduo pode dispor do seu corpo como quiser, assumir uma identidade momentânea para algo que em tese não teria tanta importância, isso talvez seja. É como trocar de rouca. Existem mais de trinta identidades de gênero, muitas reivindicam espaço de direito, dentro e fora do universo LGBT. Diante de uma população absolutamente marcada pelas diferenças, qual seria uma agenda comum? Vamos falar dos direitos humanos e de expressões de violência. Sem dúvida, vivemos nesse momento um deserto em direitos e um mar de violência, com requinte de crueldade. Dos crimes praticados contra os LGBTs, muitos revelam brutalidade sem precedentes. Na Bahia, de janeiro até novembro, são mais de trinta homicídios. A sociedade ainda rejeita os LGBTs, e observa tudo isso com indiferença, seja por dificuldade de compreender tantas identidades ou por preguiça mental. Mesmo com os avanços sociais, as restrições ao afeto LGBT em público são muito reincidentes, as vezes seguida de violência física. Esse aspecto que seria, em tese, o mais considerável para uma agenda mínima com a população LGBT em geral, não é suficiente. Isso porque o impacto da violência e alijamento de direitos fundamentais sofrido por um homossexual morador do Bairro do Calabar não chega com o mesmo impacto ao homem gay cisgênero, branco, classe média, casado morador do Morro do Gato. O gay negro, pobre morador do Calabar, não possui os mesmos direitos que o outro que desce a ladeira de carro fechado com ar condicionado e olha com aquele olhar de desprezo de Mary Strip, personificando Miranda, em “O diabo veste Prada”. O gay com traços feminino do Calabar acredita que não tem direitos porque não lhe dão o direito sequer de existir. Se ele não existe, não é portador de direitos. Para ter direitos, é preciso dar direitos a essas pessoas LGBT que vivem em condições desumanas e miseráveis na cidade de Salvador. Mas o que seria um ponto da agenda? Talvez o direito à vida e a ter direitos de verdade, sim. Quando pensamos em vida, pensamos em viver. Isso possui vários significados: viver, existir e transitar com liberdade sem passar por constrangimentos por expressar uma forma de amor. Desse modo, uma agenda comum é a ocupação dos espaços públicos da cidade com dignidade. É na cidade que as identidades são construídas e vividas. Ocupar os espaços públicos em momentos especiais como as Paradas é um momento que a cidade percebe a existência dessa variada população que de forma diferente sofre impacto das intolerâncias. Mas, mesmo diante desse momento dionisíaco, aquele gay que citei acima, não frequenta, ainda faz dessa recusa motivo de conversa entre os seus pares. – See more at: http://www.correio24horas.com.br/blogs/mesalte/artigo-uma-agenda-minima-comum-entre-lgbts/#sthash.FmgWJuCp.dpuf

LGBTfobia de médico, enfermeiros e nutricionista do HGE sugere crime de omissão

              Salvador, Bahia, sexta-feira, 25 de novembro de 2016 – Do GGB, ás 18h Após receber alta do Hospital Geral do Estado (HGE) Jonas começou uma série de revisões, porque segundo ele, os pinos que foram introduzidos para sustentar a sua mandíbula pareciam ter algum problema, porque não cicatrizavam, sangrava e saia secreção, constantemente. A última revisão com a equipe de Odontologia do hospital, realizada no dia 17 desse mês, indicou que ele deveria passar por uma nova intervenção cirúrgica para fazer as correções necessárias. Jonas deu entrada, novamente, no HGE (ontem) dia 24, ás 7h da manhã, e entrou em procedimentos por voltas das 14h, levando cerca de 3h na mesa de cirurgia. Após, voltar para o leito, Jonas acusa medico, enfermeiros e nutricionista do HGE de LGBTfobia, omissão e tratamento desrespeitoso com uma pessoa convalescente. Segundo Jonas, ele estava em jejum desde à tarde do dia 23, por exigência do procedimento, e só foi receber alimentação por volta das 20h do dia 24. ““Eu falei com a enfermeira, que estava com muita fome por causa do jejum” disse, e continua revelando que a enfermeira era estúpida e tratava ele com desprezo, “Você está pensando que está na sua casa, espere”! Retrucava, a enfermeira mal-humorada. “ Eu perguntei a ela, você não tem filhos” e ela responde, “meus filhos não tem nada a ver”.  Jonas conta que quando a comida chegou começou o seu calvário no leito hospitalar.  Recebeu um copo de sopa com um pedaço de pão da mão da nutricionista, que ele não lembra o nome. “Quando eu comecei a comer minha boca começou a sangrar, pois, levei mais de trinta pontos, contei no espelho”, eu disse que, “não agüentava comer” e como resposta a profissional teria dito: “você não estava morrendo de fome¿! que fez, me ligarem tantas vezes, se não quer jogue fora” disse a nutricionista, em conversa com o internado. Diante, desse deboche da profissional o paciente relata que se levantou da cama e foi até o balde de lixo e jogou o alimento fora, obedecendo a orientação da profissional. Jonas relata, ainda, que o pior viria depois; pois a enfermeira e a nutricionista deixaram o local e em seguida, surgiu um médico de prenome Marcos, que entrou no leito gritando, loucamente, “Onde está o meliante”? “Eu estava falando ao celular com minha mãe chorando de dor, com a boca sangrando e então a nutricionista apontando para ele teria dito:  “É este aqui” (sic). O médico perguntou “Então você está jogando comida pra cima”? O paciente negou; e um outro enfermeiro teria afirmado “Sim, estava jogando”. Jonas, relata que o médico expulsou ele do hospital, sem ao menos saber o que ele tinha para dizer. Mandou pegar a mochila e sair de lá, “eu informei que não tinha como ir para casa”, ele (o médico) me coagiu e me levou até a portaria, mandou o vigilante abrir o portão e jogou o paciente para fora como se “xota um bicho”.  O paciente revela que estava com a boca, ainda, sangrando, fraco e que ainda pediu os seus documentos, laudo para poder saber o que haviam feito com ele e lhe foi negado, segundo ele, o médico disse que, “viesse qualquer dia da semana e pegasse em um setor que é para essa finalidade”, o paciente necessita desses documentos para colocar como peça do processo criminal que se instalou na Delegacia. O Grupo Gay da Bahia (GGB) perguntou a vítima se ele percebeu se esse tratamento desrespeitoso seria por que constataram que ele é gay, se existiu relativa homofobia institucional: “Eu, acredito que esses que me atenderam, tem problemas com pessoas como eu, porque nada justifica o que fizeram comigo, eu saí sem assinar nenhum papel, nada…” disse Jonas, denunciando, também, que acha que foi preconceito, mesmo, porque, segundo ele havia outras  pessoas lá dentro, que inclusive ofendiam enfermeiros e ninguém fazia nada, questiona porque esse pessoal truculento implicou, justamente, com ele(¿!) pelo fato de ele não poder engolir alimento e por ordem da nutricionista jogou fora. O Grupo Gay da Bahia lastima, que esse tipo de situação aconteça dentro de uma unidade de saúde e mais a falta de sensibilidade de profissionais de saúde frente a um paciente que passou por processos de perdas e traumas físicos e emocionais. “Vamos levar para a Ouvidoria da Saúde, pedir que congele as imagens das câmaras existentes no local, apurar. Porque isso é criminoso e as pessoas devem ser responsabilizadas por suas omissões” declarou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.  Jonas Deixou o HGE, ontem, ás 21h, com R$ 10 no bolso, pegou um transporte até a Estação de Transbordo Mussurunga na Paralela, porém, não havia mais ônibus para Areia Branca, ele andou mais de 9h a pé, chegando em casa por volta das 2h da madrugada dessa sexta-feira, penalizado por ser homossexual, duplamente.

Casal espanca gay a pauladas em Areia Branca.

              Salvador, Bahia, sexta-feira, 25 de novembro de 2016 – Do GGB, ás 18h O casal Marilia Melo e Robson Guimaraes são acusados por espancar a golpes de pau e facão o ajudante de cozinha Jonas Nascimento Souza, 29 anos, no bairro de Areia Branca em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador. O caso aconteceu no dia dez de outubro, na Travessa Dois de Julho, onde moram vítima e agressores, no bairro citado. O Grupo Gay da Bahia (GGB) teve acesso às informações na tarde de hoje, aonde foi solicitado intervenção da entidade neste caso. Jonas estava no fundo de sua casa capinando um pedaço de terra em companhia de sua genitora a Sra. Simone Nascimento, 50 anos, do outro lado do espaço estava Robson Guimarães em companhia da mulher Marília, e outros parentes, começando a provocar lhe chamando pelo nome pejorativo de “viado” e ao mesmo tempo mandava que ele mostrasse partes intimas de seu corpo. Indignado com a situação o rapaz retrucou aos insultos, “feche sua cara, me respeite e respeite a minha mãe que está aqui comigo”, disse. Nesse momento Marília partiu em sua direção com um facão, em punho, gritando que iria matar o gay e só não o fez porque foi impedida por um grupo de pessoas, houve bate-boca entre os dois, incluindo trocas de ofensas, Jonas entrou pra casa, e mesmo assim, ela passava gritando frente à sua casa ameaçando matar a todos, na residência: “Vou matar todo mundo ai” conta Jonas. Não satisfeito com os ataques da mulher Robson Guimaraes à noite, portando um pedaço de madeira, se escondeu próximo a sua casa em uma tocaia a Jonas que havia saído, e por volta das 19h, retornando, foi atacado, brutalmente, sem que vítima pudesse se defender. “Ele me dava pauladas, xingava e me empurrava para o mato, se o povo não chegasse ele teria me matado” relatou; revelando que só sobreviveu ao ataque, porque uma vizinha começou a gritar, “acode, socorre, socorro”, foi quando começou a chegar pessoas e tomaram conhecimento da situação, espantando o agressor. Depois de tamanha barbárie, Jonas deu entrada no Hospital Geral do Estado na Vasco da Gama, apresentando diversas escoriações pelo corpo e foi submetido a uma cirurgia para a recomposição da mandíbula, isto resultado de receber diversos golpes no rosto, resultante da agressão recebida, assim, ficando internando para observação por cerca de dez dias no Hospital. De acordo com a vítima, que é homossexual assumido, o ataque dos dois indivíduos foi motivado pela LGBTfobia violenta da mulher, que há anos vem lhe perseguindo com humilhações verbais, fazendo uso de palavras chulas com a finalidade de lhe desmoralizar diante da comunidade e de sua família. “Ela passava em frente à minha casa me provocando; xingando-me alto; ameaçando-me, sem eu ter feito nada a ela e nem a família dela”, declarou Jonas informando, ainda, que sua mãe é hipertensa e cada vez que isso acontece, ela passava mal com a situação toda, diz que além disso, não revidava em consideração ao amor que sente a sua mãe e a preocupação com a saúde frágil dela. Após cometer o crime, o agressor fugiu e ficou escondido por cerca de dez dias. O caso está sob a responsabilidade da delegada Elane Laranjeiras, plantonista da 27ª Delegacia de Polícia Civil, dia trinta de novembro de 2016 ás 9h o casal vai ser interrogado.

Embaixador do Canadá no GGB destaca pioneirismo no combate a LGBTfobia

  Salvador, Bahia, sábado, 5 de novembro de 2016 – Do GGB – O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu na noite de ontem, sexta-feira,4, em sua sede social na Ladeira de São Miguel, 24 Centro Histórico de Salvador, a visita do Embaixador do Canadá Senhor Riccardo Savone, acompanhado das senhoras  Alison Grant, Ministra-Conselheira e Chefe do Setor Político da Embaixada do Canadá no Brasil, Claudia Rosa Assessora de Relações Públicas e senhores Réal Brisson, Capitão Adido Militar, Jason Reeve, Conselheiro da Embaixada do Canadá no Brasil, com sede em Brasília. Era por volta das 18h40 quando a comitiva chegou na instituição e foi recebida pelo presidente Marcelo Cerqueira e professor Luiz Mott, o Embaixador circulou pelo salão principal da Ong e pode conhecer uma exposição de cartazes dos trabalhos realizados pelo GGB durante os seus trinta e seis anos de funcionamento. Em seguida se dirigiu ao pátio interno do prédio para dar início a cerimonia da mostra de cinema “Nós, Por Exemplo”. Marcelo Cerqueira, fazendo uso do microfone, convidou Luiz Mott para dar palavras de boas-vindas, seguindo pela Secretária Municipal de Ordem Pública Rosemma Maluf, madrinha da 15ª Parada LGBT da Bahia, que ressaltou o trabalho da prefeitura municipal no combate a LGBTfobia, se referindo a criação do Centro de Referência LGBT de Salvador, ao tempo que justificou a ausência da professora Ivete Sacramento Secretaria Municipal da Reparação (Semur). No discurso o Embaixador Riccardo Savone destacou o seu orgulho em fazer parte de um grupo de embaixadores LGBT que podem fazer o seu trabalho às claras, sem precisar omitir, fazendo referência ao seu parceiro que se fazia presente na cerimônia. “É incrível, ver os sinais dos tempos, receber uma autoridade internacional, acompanhado do seu parceiro, é animador”, declarou Marcelo Cerqueira relatando ainda que a postura do Embaixador deve servir de exemplo para estimular outros LGBT a seguir a carreira diplomática para diminuir o ranço do conservadorismo. O Canadá é um país modelo no combate a LGBTfobia isso inclui uma legislação que protege e estimula os direitos civis dessa população, foi o quarto país do mundo a reconhecer e proteger as uniões homoafetivas e continua com uma política firme de combate as intolerâncias provocadas pelo ódio. O Embaixador também anunciou a parceria com o Grupo Gay da Bahia na realização de atividades pontuais até março com a finalidade de diminuir a LGBTfobia na capital e estado. Entre as ações consta uma campanha de mídia que tem como foco dialogar com a população em geral instruindo sobre as identidades de gênero na contemporaneidade e seus espaços de afirmação dentro e fora da população LGBT.  Compareceram ainda ao evento Orlando Tourinho, Assessor Assuntos Internacionais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e a presidente da Associação da Baianas Vendedoras de Acarajés e Mingaus (Abam). A programação segue até este sábado das 18h ás 21h30 na sede do GGB com a mostra Nós, Por Exemplo, exibindo filmes sobre saúde, prevenção do HIV e identidades de gênero, incluindo dois curtas canadenses. Vai ter pipoca e refrigerante!         PROGRAMAÇÃO Sábado, dia 5 de novembro de 2016 – 18h ás 22h     18h:                 Lançamento vídeo. Vídeo 15ª Parada LGBT da Bahia. Curta metragem, 15mim, GGB, Bahia, 2016. Vídeo promocional da 15ª Parada LGBT da Bahia, realizada em 11 de setembro de 2016. 18h30 –             Prevenção. GGB, Bahia, 2007. Vídeo documentário que trata a questão da prevenção do HIV em Salvador, Bahia. Aids e Você, Bahia Cinema e Vídeo, Tourinho, GGB. 19h:                  When Shirley met Florence, “Quando Florence conhece Shirley” Canadá. 27min, director RonitTezalel, 1994. Retrato íntimo de mulheres em seus sessenta anos. Uma homossexual e outra heterossexual, cujo amor de uma para outra e a música que criam  juntas transcendem diferenças. Cure of Love 59min “ Cura pelo amor” 59min, de Francine Pelletier e Chstina Willings, Canadá, 2008. “  Trata do movimento controverso que pretende converter os LGBTs em heterossexuais.