Conversas que Conquistam

“Conversas que Conquistam”: Marcelo Cerqueira lança guia de comunicação política ancorado no poder das histórias Em tempos de saturação informacional e eleitores cada vez mais críticos, o historiador e jornalista Marcelo Cerqueira apresenta “Conversas que Conquistam: como dialogar e engajar eleitores de forma eficaz” – um guia prático para candidatos, assessores políticos e lideranças comunitárias que querem ir além dos números e alcançar o que realmente move decisões: as histórias.“A política nasce do encontro entre pessoas. Antes dos discursos, das propostas e das estratégias eleitorais, existe algo essencial: a capacidade de estabelecer diálogos verdadeiros e construir relações de confiança”, afirma o autor.A obra parte de um princípio simples e comprovado pela neurociência: o cérebro humano absorve histórias com muito mais facilidade do que números. Com base nessa premissa, Cerqueira defende que o candidato precisa se apropriar do método do storytelling – uma abordagem de comunicação que une história (history) e storytelling para criar narrativas que o eleitor não esquece.“O candidato precisa dominar o storytelling: contar sua trajetória, seus valores e suas propostas de forma que o eleitor se veja naquela história. É sobre criar identificação, não apenas informar”, explica Marcelo Cerqueira.Ao longo dos capítulos, o leitor percorre os desafios reais de uma campanha: da decisão de construir uma candidatura à escolha de um projeto político coerente, passando pela organização da base de apoio e pelo desenvolvimento de uma comunicação que transforma ideias em mobilização.Com ferramentas práticas, o livro ensina a:Conhecer o eleitor- além dos dados demográficos, suas dores, sonhos e repertório cultural;Elaborar mensagens claras – que conectem propostas à vida real de quem ouve;Fortalecer a presença nas redes sociais – sem perder a autenticidade do contato humano;Valorizar o porta a porta – resgatando a potência histórica do encontro presencial como estratégia de vínculo.“Em uma sociedade marcada pelo excesso de informações e por eleitores cada vez mais atentos, apenas falar já não é suficiente. É preciso saber ouvir, compreender necessidades, reconhecer histórias e criar conexões reais. O eleitor contemporâneo busca representantes capazes de dialogar com sua realidade, suas dificuldades e seus sonhos”, completa Cerqueira. Clube de Autores https://clubedeautores.com.br/livro/conversas-que-conquistam
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Grupo Gay da Bahia A BIOPOLÍTICA DO ORGULHO: POR QUE RESSIGNIFICAR É UM ATO DE SOBREVIVÊNCIA Manifesto sobre a transmutação da vergonha em soberania política e saúde coletiva – 28 de junho de 2026 1. A Transmutação do Léxico: Da Soberba à Soberania Neste 28 de junho de 2026, o Grupo Gay da Bahia (GGB) convoca a sociedade a uma reflexão profunda sobre a semântica da nossa existência. Historicamente, a palavra “orgulho” foi capturada pelo léxico moral e religioso, sendo confinada à categoria da soberba, do pecado e da arrogância. No entanto, para as populações LGBT+, a ressignificação deste termo não foi um exercício de vaidade, mas uma estratégia biopolítica de sobrevivência. Onde o sistema de opressão, estruturado pelo racismo e pela LGBTfobia, impunha a vergonha como ferramenta de controle, silenciamento e produção de morte, nós erguemos o orgulho como o antídoto clínico fundamental. A vergonha é o principal dispositivo da necropolítica; ela desarticula os laços comunitários e induz ao autoextermínio simbólico e físico. Ressignificar o orgulho é, em última análise, um ato de soberania política. Enquanto a vergonha opera como um dispositivo de adoecimento mental e isolamento social, o orgulho atua como um escudo de proteção psicossocial. Ele retira o sujeito da condição de “patologia” e o reposiciona como um cidadão pleno. Como bem assevera o antropólogo e fundador do GGB, Luiz Mott, em sua trajetória decolonial: “Não é crime ser homossexual, não é pecado e não é doença. É somente o preconceito”. Para Mott, a afirmação da identidade é o primeiro passo para a desconstrução das estruturas de poder que tentam nos apagar através do epistemicídio e da marginalização. 2. O GGB como Sentinela das Liberdades e a Ciência da Resistência A trajetória do GGB é o testemunho vivo desta ressignificação. Desde a nossa fundação em 1980, atuamos como a sentinela das liberdades no Brasil. O marco de 1985, quando lideramos o movimento que forçou o Conselho Federal de Medicina a retirar a homossexualidade do rol de patologias, foi a materialização política desse orgulho. Ao despatologizar nossos corpos, o GGB não apenas alterou um código médico; ele devolveu a soberania psíquica a milhões de brasileiros. A resistência que operamos não é meramente reativa, ela é fundamentada em uma ciência da resistência. Luiz Mott reforça a necessidade de olhar para trás para caminhar adiante: “Nossa ancestralidade é a prova de que sobrevivemos a todos os projetos de extermínio. A história da homossexualidade cala a boca dos ignorantes, pois mostra que sempre estivemos aqui, construindo civilizações, artes e saberes”. Esta perspectiva de Intelectual Orgânico nos permite entender que o orgulho é uma tecnologia ancestral de preservação da vida, transmitida por aqueles que, antes de nós, recusaram o armário como destino. 4. Orgulho como Estratégia Interseccional de Saúde Coletiva Para um ativista de Saúde Coletiva, o orgulho é um determinante social de saúde de primeira ordem. Uma comunidade que se orgulha de sua trajetória é uma comunidade que se cuida, que ocupa espaços de controle social e que exige políticas públicas estruturantes. Este orgulho é indissociável da luta antirracista; ele reconhece que a vulnerabilidade é acentuada pelo racismo estrutural, que impõe às pessoas LGBT+ negras uma dupla camada de exclusão. A emancipação só é possível através da interseccionalidade ativa. Não há saúde coletiva sem o enfrentamento da LGBTfobia, assim como não há orgulho pleno sem a erradicação do racismo. Como pontua Luiz Mott: “A nossa luta é uma só: pelo direito de ser, existir e amar sem o peso da opressão científica ou religiosa”. O orgulho, portanto, é a nossa maior tecnologia de resistência. Ele é a recusa definitiva de morrer de vergonha e a afirmação inegociável do direito à vida. Em 2026, continuamos em marcha, transformando o estigma em dignidade, a exclusão em poder político e a ciência em ferramenta de libertação. 5. O Legado de Luiz Mott: Intelectualidade Orgânica e Vanguarda Global A trajetória do GGB é indissociável da obra de Luiz Mott, um intelectual orgânico cuja visão antecipou em décadas os debates contemporâneos sobre interseccionalidade e direitos civis. Mott não apenas fundou uma organização em 1980, em plena ditadura militar; ele fundou uma nova forma de pensar a brasilidade. Sua atuação na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) entre 1981 e 1985 foi um exercício de desobediência epistemológica, desafiando a medicina a abandonar o estigma. Como Mott frequentemente assevera: “O GGB não é apenas um grupo de pressão, é uma usina de produção de novos sentidos para a vida humana. Nossa luta é para que o amor deixe de ser um caso de polícia ou de psiquiatria e passe a ser um valor civilizatório fundamental”. Sua obra, que mapeia a inquisição e a resistência homossexual desde o período colonial, posiciona o Brasil no centro do debate global sobre direitos humanos. Mott compreendeu, antes de muitos, que a saúde pública para a população LGBT+ começa com a derrubada dos muros do armário, que ele define como “a mais insalubre das prisões”. 6. Geografia do Cuidado: Salvador, Periferias e a Rede de Proteção A atuação do GGB em Salvador, a “Roma Negra” exige uma análise territorial profunda. A nossa sede não é apenas um endereço administrativo, mas o epicentro de uma geografia do cuidado que se estende às periferias mais vulnerabilizadas. O Centro de Referência LGBT Vida Bruno e o Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil operam como nós vitais de uma rede de proteção à vida que desafia a omissão da sociedade. O Observatório cumpre a função técnica de transformar a dor em dado político, combatendo a invisibilidade que precede o extermínio. Nas periferias de Salvador, onde o racismo institucional e a LGBTfobia se cruzam de forma letal, o GGB atua na base, promovendo a vigilância em saúde e o acolhimento psicossocial. Entendemos que a vulnerabilidade não é inerente aos nossos corpos, mas produzida por um território que nos nega o acesso à cidade. O Centro Vida Bruno, ao oferecer suporte jurídico e técnico, inverte a lógica da violência, transformando o trauma em articulação
Que Orgulho é Esse?

A Biopolítica do Orgulho: Por que Ressignificar é um Ato de Sobrevivência Por: Redação Historicamente, fomos ensinados que o “orgulho” habita o território do pecado. No léxico moral e religioso, ele é a soberba, a arrogância, o sentir-se superior. Mas para nós, populações LGBT+, ressignificar essa palavra nunca foi um exercício de vaidade. Foi, e continua sendo, uma estratégia biopolítica de sobrevivência. No contexto em que vivemos, a ressignificação do Orgulho é uma das maiores disputas de narrativa da história contemporânea. Onde o sistema de opressão, estruturado pelo racismo e pela LGBTfobia, tentou nos impor a vergonha como ferramenta de controle e silenciamento, nós erguemos o orgulho como o nosso antídoto clínico fundamental. O Escudo contra a Vergonha Ressignificar o orgulho é, em última análise, um ato de soberania. Enquanto a vergonha opera como um dispositivo de adoecimento mental e isolamento social, o orgulho atua como um escudo de proteção. Ele retira o sujeito da condição de “patologia” e o reposiciona como um cidadão pleno. Como bem assevera o antropólogo e nosso fundador, Luiz Mott: “Não é crime ser homossexual, não é pecado e não é doença. É somente o preconceito. A história da homossexualidade cala a boca dos ignorantes.” Para Mott, a afirmação da identidade é o primeiro passo para implodir as estruturas de poder que tentam nos apagar. O GGB, como sentinela das liberdades desde 1980, materializa esse orgulho em dados, através do nosso Observatório, e em acolhimento real no Centro Vida Bruno. Em 2026, o orgulho permanece como nossa maior tecnologia de resistência: a recusa definitiva de morrer de vergonha para viver de dignidade. A Genealogia da nossa Resistência O Antídoto à Vergonha. O racismo estrutural e a LGBTfobia adoecem através do isolamento. Como dizia a ativista Brenda Howard: “O oposto da vergonha não é a modéstia, é o orgulho”. Não queremos ser “melhores que os outros”, queremos apenas recusar a vergonha que nos foi designada. De Patologia a Identidade Política. Em 1985, quando o GGB lutou pela despatologização, estávamos retirando o orgulho do campo do “desvio mental” para colocá-lo no campo da dignidade. Uma pessoa com Orgulho LGBT+ é, antes de tudo, alguém que sobreviveu ao apagamento planejado. A Estética da Resistência. Nossa aposta em linguagens como a Pop Art reflete essa mudança. Pegamos o que foi marginalizado e o elevamos ao status de arte e celebração. O orgulho é a consciência política de que nossa existência não é apenas legítima, ela é necessária.
O Antígeno do Estigma

O Antígeno do Estigma: Como o Orgulho LGBT+ Redefiniu a Saúde Pública Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia Em 1969, o Estado não regulava as populações dissidentes apenas por meio do cassetete policial. Ele o fazia, fundamentalmente, por meio do aparato médico-psiquiátrico. Ser homossexual ou transgressor de gênero era, por definição legal e científica, carregar um diagnóstico de perturbação mental (o antigo CID 302 e equivalentes). O corpo dissidente era um território ocupado pelo diagnóstico, pela vigilância sanitária e pela higienização social. Stonewall não foi só reação à brutalidade policial; foi uma insurreição contra a patologização da existência.Naquela noite de verão em Nova York, quando travestis negras, drag queens latinas, trabalhadores sexuais e jovens da periferia decidiram revidar, eles estavam operando a mais radical estratégia de Redução de Danos jamais vista. Naquele momento, a história que vem de baixo começava a ser escrita com sangue, suor, lágrimas e a coragem necessária para sustentar a recusa coletiva de permitir que o Estado amparado na medicina hegemônica decidissem quem tinha o direito de viver ou morrer.O confronto foi um manifesto coletivo, escrito na pele de cada um, provando que a sobrevivência e as condições de bem-estar são as métricas absolutamente primárias da saúde pública. A saúde coletiva frequentemente tratou a prevenção e o cuidado como pacotes técnicos que descem de gabinetes climatizados, sem nunca ouvir as populações vulneráveis. Stonewall inverte essa lógica. Foi a partir da revolta que surgiu o entendimento clínico e a comprovação de que o saber sobre a sobrevivência nasce da calçada, do asfalto quente e da vivência comunitária.Dessa luta, que teve início em um bar no Greenwich Village, para as ruas, foi um passo. No ano seguinte, em 28 de junho de 1970, aconteceu a Marcha do Dia da Libertação na cidade de Nova York, concentrando-se no Village – onde se deu a vitória histórica – e marchando até o Central Park.Os principais slogans e gritos eram recados diretos para a sociedade americana. “Gay is good” (Ser gay é bom), criado pelo ativista Frank Kameny, inspirou-se diretamente no movimento “Black is Beautiful”, que confrontava o racismo da época. Na primeira Parada do mundo, os participantes bradavam: “Say it clear, say it loud: Gay is good, gay is proud!” (Diga claramente, diga alto: ser gay é bom, ser gay é orgulho!). Eram milhares de pessoas diversas ocupando o asfalto, refutando estigmas e afirmando sua dignidade. Arte bar Stonewall, NYCEsse protesto fez com que a alforria médica chegasse em três anos. Em 15 de dezembro de 1973, a melhor comemoração de Natal da nossa história se concretizou quando a Associação Americana de Psiquiatria (APA) elevou a homossexualidade à categoria de orientação sexual, retirando-a do rol de patologias. Em seguida, a Associação Americana de Psicologia (APA) endossou a decisão, aprovando uma resolução que baniu oficialmente a homossexualidade da lista de transtornos mentais em 1975.Quem liderou a revolta não foram os homossexuais que buscavam assimilação; foram os corpos e corpas que transitavam na interseção aguda da vulnerabilidade social -incluindo raça, cor, território e dissidência de gênero. Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson não lutavam apenas pelo direito de frequentar um bar; lutavam pelo direito de ocupar o espaço público, por alimentação, trabalho, pela própria vida (para não serem assassinadas) e por uma rede de apoio mútuo – o que hoje compreendemos como determinantes sociais da saúde.O dia 28 de junho, portanto, é o marco de uma epistemologia de sobrevivência. É a data em que a periferia existencial do mundo desenhou, com pedras e barricadas, o rascunho de uma saúde pública que não oprime, mas liberta. No Brasil, em 1984, a nossa alforria aconteceu pela determinação do professor Luiz Mott que, ao mobilizar 17 mil assinaturas e obter o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), fez o Conselho Federal de Medicina (CFM) tornar sem efeito o diagnóstico correspondente ao CID 302- antecipando-se à própria OMS na maior vitória política e sanitária do nosso movimento.Se a LGBTfobia estrutural e o racismo são patógenos sociais que produzem adoecimento mental, isolamento, depressão e morte, o Orgulho é o antígeno. O Orgulho, nesta interpretação, não é um sentimento de vaidade ou uma celebração vazia; ele é uma tecnologia de imunidade social. Quando um corpo dissidente se recusa a se envergonhar de sua própria biologia e de sua identidade, ele interrompe o ciclo de adoecimento psicossomático imposto pelo estigma. A Parada do Orgulho LGBT+ cura porque devolve ao sujeito a soberania sobre sua própria narrativa e sobre sua saúde.Escrever sobre o 28 de junho hoje é compreender que a nossa luta não terminou com a conquista do casamento civil ou com as leis de criminalização da homofobia. A travessia para a emancipação reside na garantia de que cada corpo gay, cada corpa preta, periférica, trans, travesti, bicha e não-binárie tenha acesso à dignidade plena: ao saneamento básico e à moradia como direitos fundamentais de saúde; à despatologização real e ao respeito às transições de gênero, sem a tutela humilhante do olhar médico colonizador; e à construção de uma rede de afeto e cuidado que neutralize a solidão e o abandono histórico de séculos. Fomos tão fustigados historicamente que corremos o risco de naturalizar essas violências e reproduzi-las contra os nossos próprios pares.O dia 28 de junho é o dia em que o corpo dissidente deixou de ser um objeto de estudo clínico ou de repressão policial para se tornar o sujeito soberano de sua própria narrativa existencial na cidade. A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia, em 9 de setembro, será o momento de celebrar essa data materna e renovar o compromisso de que a nossa saúde, a nossa vida na cidade e o nosso legado são absolutamente inegociáveis. Marcelo Cerqueira, gestor, estrategista de diversidade, escritor autor do livro “Amor Sem Correntes: Um Manifesto pela Decolonialidade do Afeto” Editor J. M. D. de Oliveira, Sergipe, 2026.
Trincheira

Moira, Quinalha, Mott e Trevisan – Arte GGB Imagem A Literatura como Trincheira: GGB destaca obras essenciais para entender a Diversidade no Brasil Por Marcelo Cerqueira, DRT -2135/BA Em matéria publicada pelo portal UOL, especialistas e ativistas listam obras fundamentais que combatem o apagamento histórico da comunidade LGBTQIAPN+; Luiz Mott, fundador do GGB, assina e recomenda títulos que resgatam a ancestralidade trans e a trajetória do movimento. No mês em que celebramos o Orgulho, a literatura brasileira reafirma-se como um dos campos mais potentes para a consolidação de mudanças culturais e para o enfrentamento do “apartheid informacional”. Uma recente lista publicada pela Deutsche Welle (DW) e replicada pelo UOL destaca dez livros imprescindíveis para compreender a cena LGBTQIAPN+ no país, evidenciando que ler a nossa história é, antes de tudo, um ato de resistência política. Luiz Mott o Guardião da Memória e a Recuperação do Arquivo O antropólogo e professor da UFBA, Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), é uma das vozes centrais na curadoria desta lista. Mott não apenas recomenda clássicos, mas é o responsável por trazer à luz figuras que desafiam a lógica colonial de gênero. Xica Manicongo, a primeira do Brasil. Luiz Mott, editora COSAC, SP, junho, 2026 – Lançamento em Salvador, dia 11 de julho, ás 17h – Livraria do Glauber Rocha, Castro Alves. Um dos destaques absolutos é a obra do próprio Mott, “Xica Manicongo, Primeira Transexual do Brasil”. O livro reconstrói a trajetória de Francisco, pessoa escravizada qu viveu na Bahia do século 16 e desafiou as imposições da Inquisição ao adotar uma performance de gênero feminina. Como destaca a deputada Dani Balbi na reportagem, a recuperação historiográfica feita por Mott opera como um gesto de reescrita do arquivo nacional, provando que identidades trans não são “modernismos”, mas presenças ancestrais na formação do Brasil. O Cânone da Resistência Além de sua obra autoral, Luiz Mott o GGB destaca títulos que formam a espinha dorsal do ativismo brasileiro: “Devassos no Paraíso”, de João Silvério Trevisan: Considerado por Mott e outros ativistas como o tratado mais completo sobre a homossexualidade no Brasil. Uma leitura obrigatória para quem deseja entender a luta desde as suas raízes. “História do Movimento LGBT no Brasil”: Organizado por James Green e Renan Quinalha, o livro conta com a colaboração do próprio Mott. A obra situa a busca por visibilidade no contexto da redemocratização, período em que o GGB nasceu e consolidou-se como farol da resistência. “E Se Eu Fosse Puta”, de Amara Moira: Mott pontua a importância desta obra para desconstruir a visão negativa sobre as travestis, um dos grupos mais estigmatizados pela necropolítica brasileira. A Literatura como Tecnologia de Liberdade Para o Grupo Gay da Bahia, a presença de temas LGBTQIAPN+ na literatura é uma ferramenta de saúde coletiva e dignidade. “Lendo e estudando a nossa história, muda-se a forma como a sociedade nos vê e como nós nos vemos”, reforça o pensamento crítico que o GGB promove há 46 anos. A lista contempla ainda obras contemporâneas como “Amora” (Natalia Borges Polesso), “O Beijo do Rio” (Stefano Volp) e sucessos da literatura jovem como “Quinze Dias” (Vitor Martins) e “Conectadas” (Clara Alves), mostrando que a nova geração de escritores está ocupando o centro da cena literária com narrativas de afeto e autonomia. https://www.amazon.com.br/Xica-Manicongo-Luiz-Mott/dp/6555900490
Doação

Arte Pop O Grupo Gay da Bahia (GGB), a mais antiga associação de defesa dos direitos humanos da população LGBT+ na América Latina, oficializa hoje, 15 de junho de 2026, o lançamento da sua campanha de arrecadação digital (Vakinha) para a 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia. O evento, que já integra o calendário oficial de resistência e cultura de Salvador, está confirmado para o dia 06 de setembro de 2026, durante o feriado da Independência. Esta edição carrega um simbolismo profundo: celebra os 80 anos de vida de Luiz Mott, fundador da instituição e “Sismógrafo da Alma Gay”, e os 46 anos de luta ininterrupta do GGB pela dignidade e cidadania. Sob o tema “Do Coração de Salvador ao Mundo”, a Parada deste ano propõe uma reflexão sobre o direito à cidade e a ocupação dos espaços públicos. O GGB introduz o conceito de “cartaz coletiva”: o ato de transformar os corpos em mensagens vivas de insurgência e alegria. Ocupar as ruas de Salvador, do Campo Grande ao Farol da Barra, é uma resposta política a décadas de confinamento e invisibilidade. Mais do que uma festa, a ocupação é um ativo de saúde coletiva. A ciência do cuidado demonstra que o sentimento de pertencimento e a reafirmação da identidade em território público são ferramentas poderosas contra o adoecimento mental causado pelo estigma e pelo isolamento social. A viabilização de um evento desta magnitude exige independência e suporte da comunidade. Os recursos arrecadados através da Vakinha serão integralmente destinados à infraestrutura crítica da Parada, incluindo a contratação de mão de obra, hospitalidade e segurança. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, a Parada é a materialização de uma estratégia de sobrevivência ancestral. “Nossa Parada é um quilombo contemporâneo. Os quilombos sempre souberam que o território é onde a identidade se fortalece e a resistência se torna vida. Ocupar Salvador é um ato de cura. Precisamos que a comunidade e nossos aliados compreendam que a independência do nosso movimento depende desse apoio direto. Doar para a Parada é investir na manutenção de um espaço que é nosso por direito, onde celebramos a vida para não morrermos de invisibilidade”, afirma Cerqueira. Como Apoiar A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia convida todos, todas e todes a serem coautores desta história. A meta de arrecadação é essencial para manter a autonomia política do GGB e garantir uma celebração segura e potente. As doações podem ser feitas de forma rápida e segura através do link oficial da plataforma Vakinha. Além da contribuição financeira, o compartilhamento da campanha nas redes sociais é fundamental para que a mensagem de Salvador alcance o mundo. Link Oficial para Doação: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/23-parada-do-orgulho-lgbt-bahia Participe da IX Semana Cultural da Diversidade e ajude a construir a maior manifestação de direitos humanos da Bahia. Sua doação é o combustível da nossa resistência.t
Mãos, Mitos e Mapas

O que a Ciência e a História revelam sobre o “Pacote” Nordestino Por: Redação Insurgente No imaginário popular brasileiro, a anatomia masculina nunca foi apenas uma questão de urologia; é um território de disputa simbólica, curiosidade e, acima de tudo, identidade. Quando falamos do homem nordestino, as lendas urbanas ganham contornos de soberania. Mas o que há por trás do mito? Do índice dos dedos às invasões holandesas, fomos buscar a resposta para a pergunta que não quer calar: o que define, afinal, o vigor do homem da nossa terra? Se você acha que a relação entre mãos e dotação é apenas conversa de bar, a academia discorda. Existe um campo de estudo sério sobre a Razão Digital (2D:4D). Estudos publicados no Asian Journal of Andrology sugerem que a proporção entre o dedo indicador (2º dedo) e o dedo anelar (4º dedo) é um marcador biológico. A regra matemática sugere: quanto menor o indicador em relação ao anelar, maior tende a ser o comprimento peniano. Isso ocorre devido à exposição à testosterona ainda no útero materno. Ou seja: mãos com anelares proeminentes são o “cartão de visitas” de um desenvolvimento hormonal robusto. A Mística Baiana: Genética e Resistência Quando entramos no terreno baiano, o mito encontra a realidade da diáspora. Os homens pretos da Bahia entram nesse mercado com o que a sabedoria popular chama de “ponto a mais”. Mas, para além do fetiche, existe a biopolítica. A Bahia, como epicentro da resistência africana no Brasil, preservou biotipos de linhagens guerreiras que estatisticamente apresentam maior densidade muscular e estruturas ósseas largas. A “fama” baiana é, na verdade, o reflexo de uma genética que não foi apagada, mas potencializada pela ginga e pela soberania de corpos que sempre se recusaram à submissão. A rivalidade com Pernambuco ganha agora um capítulo histórico fascinante. Se a Bahia ostenta o vigor da matriz africana pura e altiva, Pernambuco carrega a fama da miscigenação singular. Diz a tradição que o porte do homem pernambucano foi moldado pelo encontro genético com os holandeses. Expulsos da Bahia pela bravura local, um espírito de independência que culminou no glorioso 2 de Julho, data máxima da soberania baiana, que prenuncia o 7 de setembro, os batavos fixaram-se no Recife. Essa herança europeia, misturada ao vigor dos povos nativos e pretos do Recife, criou um biotipo pernambucano que alia estatura e resistência, alimentando a lenda de que o estado é um dos “celeiros” de homens bem dotados do Brasil. Sobre o polegar, o mito persiste: muitos acreditam que a curvatura do dedão indicaria a direção ou o ângulo do pênis. Embora a ciência não confirme essa correlação direta, o formato das mãos é um indicativo de harmonia estética. Homens com mãos grandes e dedos bem estruturados geralmente possuem uma anatomia proporcional. Na Bahia e no Pernambuco, essa “harmonia” parece ser a regra, e não a exceção. Como estrategistas da diversidade, reafirmamos: a verdadeira “dotação” do homem nordestino, seja ele baiano ou pernambucano, está na sua autoestima política. O tamanho pode ser um detalhe anatômico, mas o vigor é fruto de uma história de lutas, de uma alimentação rica em nutrientes da terra e de uma cultura que celebra a corporalidade e o prazer. Seja pela testosterona uterina revelada nos dedos, pela herança holandesa de Pernambuco ou pela ancestralidade preta e inabalável da Bahia do 2 de Julho, o fato é um só: o Nordeste continua ditando o padrão de potência do homem brasileiro.
10 Anos do Centro de Referência LGBT+ Vida Bruno

No ato de assinatura do Decreto Municipal, realizado em 16 de maio de 2016, no Gabinete do Prefeito, estiveram presentes a Professora Ivete Sacramento, Secretária da Reparação; a Vice-Prefeita Célia Sacramento; a Vereadora Fabíola Mansur, autora do projeto; o Prefeito ACM Neto; Marcelo Cerqueira, assessor da vereadora; Milena Passos, representante do movimento social; o Deputado Federal Antônio Imbassahy; e Léo Kret, Ouvidora Salvador Celebra Aniversário do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno: Uma Década de Acolhimento, Luta e Transformação por Direitos Humanos e Diversidade Salvador, 17/03/2026 – A capital baiana celebra mais um aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, equipamento público que se consolidou como símbolo de acolhimento, proteção, cidadania e promoção dos direitos humanos para a população LGBTQIA+ em Salvador. O equipamento é muito mais do que uma estrutura de atendimento, o Centro representa uma conquista histórica dos movimentos sociais, da luta institucional e da construção de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da LGBTfobia, à valorização da diversidade sexual e de gênero e à garantia de direitos. Ao longo de sua trajetória, o Centro tornou-se uma referência no atendimento especializado, na escuta qualificada e na articulação de ações intersetoriais voltadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, pessoas queer, intersexo, assexuais e demais identidades da diversidade. Sua atuação reafirma o compromisso de Salvador com uma cidade mais justa, inclusiva e preparada para acolher a pluralidade de sua população com respeito, dignidade e humanidade. A Diretora da Reparação, Léo Kret do Brasil comemora “Celebrar o aniversário do Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno é reconhecer uma história construída com coragem, articulação política, escuta social e compromisso com a vida. É também reafirmar que o enfrentamento à LGBTfobia, a promoção da cidadania e a defesa da dignidade humana seguem como tarefas permanentes” Disse Léo Kret do Brasil Diretora Geral do Departamento de Políticas e Promoção da Cidadania LGBT+ ao tempo que afirma “Em Salvador, o Centro Vida Bruno permanece como espaço de esperança, proteção e transformação, demonstrando que políticas públicas efetivas podem mudar realidades, salvar vidas e fortalecer a democracia” conclui a Diretora. A criação do Centro nasceu de uma demanda histórica do movimento social, em especial do Grupo Gay da Bahia (GGB), que identificou a urgência de um equipamento público capaz de receber demandas cruciais da população LGBT+, sobretudo nas áreas de assistência jurídica, atendimento psicológico e assistência social, com atenção especial ao enfrentamento das violências. Essa escuta social encontrou eco no Legislativo municipal e deu origem a uma agenda concreta de transformação institucional. Discurso do Prefeito Municipal de Savador, ACM Neto – Imagem Genilson Coutinho – 16/05/2014 | 16h05 A então vereadora Fabíola Mansur, em seu primeiro mandato, acolheu a proposta e a transformou em projeto de lei, sensibilizada pelo clamor da população LGBT+ diante dos casos de discriminação á época e da necessidade de uma porta de entrada específica para o acesso a serviços públicos. O processo de aprovação exigiu articulação, persistência e forte mobilização política, até resultar na aprovação do Projeto de Lei nº 177/13, posteriormente sancionado, abrindo caminho para a implantação do equipamento. Um dos marcos fundamentais dessa trajetória foi o Decreto nº 24.981, de maio de 2014, que criou o Núcleo de Políticas Públicas de Cidadania e Direitos de LGBT na Cidade do Salvador, no âmbito da Secretaria Municipal da Reparação (SEMUR). A partir desse decreto, passaram a ser coordenadas ações de formulação de políticas públicas, elaboração de plano municipal, organização do Comitê LGBT e planejamento da instalação do Centro de Referência. Em seguida, o Decreto nº 26.181, de junho de 2015, ampliou a composição do Comitê Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, fortalecendo a participação de secretarias e da sociedade civil. O prefeito Municipal ACM Neto, secretária da Reparação Ivete Sacramente em 16 de maio de 2016, no gabinete prefeito, ainda com o movimento social, autoridades municipais assinou o Decreto e o Centro iniciou oficialmente suas atividades, tornando-se um espaço permanente de acolhimento a casos de discriminação, violência e exclusão, além de promoção de cidadania e orientação. A iniciativa consolidou Salvador como uma das cidades brasileiras com política pública estruturada de atendimento especializado à população LGBTQIA+, articulando escuta, encaminhamento e defesa de direitos. Outro passo decisivo ocorreu em 2018, com a formalização do Programa de Combate à LGBTfobia Institucional (PC/LGBTfobia), por meio do Decreto nº 29.574, que definiu sua estrutura e funcionamento. O programa passou a atuar diretamente na eliminação de normas e práticas discriminatórias dentro da administração pública municipal, promovendo uma cultura institucional de respeito, inclusão e reconhecimento da diversidade. Em junho de 2021, o Decreto do prefeito Bruno Reis nº 34.084 conferiu ao equipamento a denominação de Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno, em homenagem póstuma a um dos mais importantes nomes da luta pelos direitos humanos e pela cidadania LGBT+ em Salvador. Vida Bruno, homem trans, historiador e militante, foi o primeiro coordenador de Políticas e Promoção de Cidadania LGBT e desempenhou papel central na implementação do programa municipal de combate à LGBTfobia. Seu legado permanece vivo na formação de servidores, na defesa da dignidade humana e na construção de políticas públicas que tratam a diversidade como valor democrático. A relevância do Centro também se expressa em seus serviços e resultados. O atendimento psicológico é historicamente um dos mais procurados, revelando o impacto das violências, da exclusão social, da discriminação e da ausência de oportunidades sobre a saúde mental da população LGBTQIA+. O equipamento também oferece assistência jurídica e social especializada, especialmente em processos de retificação de nome e gênero, etapa essencial para o reconhecimento da identidade de pessoas trans e travestis. Em 2025, foram realizadas gratuitamente 81 retificações de nome e gênero para pessoas trans, travestis e não-binárias que receberam gratuidade das taxas públicas de fiscalização e registro civil. No campo institucional, os avanços também são expressivos. Até junho de 2025, foram acumulados 7.954 servidores(as) capacitados(as) em ações de sensibilização e formação voltadas à promoção do respeito à diversidade. Até dezembro de 2024, 24 secretarias já
GGB comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026

Foto/ Crédito: Arisson Marinho/CORREIO Grupo Gay da Bahia comemora impacto LGBT+ no Carnaval de Salvador 2026 Sexta-feira, 20 de fevereiro, 2026, 22h O Grupo Gay da Bahia (GGB), uma das mais tradicionais organizações de defesa dos direitos LGBT+ no Brasil, celebrou os números expressivos e a crescente participação da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador 2026. Dados divulgados oficialmente mostram que 10% de todo o público da festa pertence à comunidade LGBTQIA+, consolidando a diversidade como um dos pilares da maior celebração popular do planeta. Com a presença estimada de 1,2 milhão de foliões LGBTQIA+ nos circuitos e 380 mil turistas LGBTQIA+, o evento também movimentou impressionantes R$ 810 milhões na economia estadual, comprovando que a diversidade não apenas enriquece culturalmente o Carnaval, mas também é uma força econômica significativa para a Bahia. Estes dados são a partir dos dados oficiais divulgados “Em 2026, o Carnaval de Salvador atraiu 3,8 milhões de turistas e movimentou R$ 8,1 bilhões na economia estadual. A rede hoteleira operou com ocupação próxima dos 100%, garantindo um público rotativo de 12 milhões de foliões nos circuitos” são os dados. O impacto que a presença gay cis provocou nos dias da folia e nas redes sociais, seria um valor maior, preferimos usar a base do IBGE com o compromisso da veracidade. “O Carnaval é a nossa festa da liberdade”, diz presidente do GGB. Para o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, os números são fruto de anos de luta por visibilidade, respeito e inclusão. “O Carnaval de Salvador sempre teve um papel especial na afirmação da diversidade sexual e de gênero, mas esses dados comprovam que a nossa presença na festa é essencial, não só para o brilho e a alegria do evento, mas também para o impacto econômico e cultural que geramos. O Carnaval é, sem dúvida, a nossa festa da liberdade”, afirmou. Blocos LGBTQIA+ como símbolos de resistência e protagonismo. O GGB destacou ainda o papel fundamental dos blocos inclusivos, que estão mudando a dinâmica e a estéticas do Carnaval está ficando mais bonita os uniformes completos e com acessórios, tipo leque, mascara no conjunto formam uma beleza plástica deslumbrante no circuito. Hoje, esses blocos são referências culturais e espaços de celebração e afirmação pelos direitos da comunidade. Além disso, o crescimento da visibilidade LGBTQIA+ ajudou a fortalecer a luta por respeito e igualdade no evento, unindo arte e militância em favor de uma sociedade mais inclusiva. “A construção de um evento inclusivo e diverso, que respeita e valoriza as contribuições das comunidades LGBTQIA+, é um exemplo para o mundo. Salvador já é reconhecida globalmente como um símbolo de resistência cultural; agora, com esses dados, reforça seu lugar como capital da inclusão e do respeito. Estamos alinhados com os valores dos ODS e servindo de inspiração para que outras cidades sigam esse caminho”, celebrou o presidente do GGB. Futuro e compromisso com a diversidade “O que vemos é um Carnaval que celebra a nossa história, mas ainda temos muito a conquistar. Queremos ampliar a nossa presença, ocupar mais espaços de liderança nos blocos, camarotes e circuitos, e mostrar ao mundo que diversidade é sinônimo de potência cultural, social e econômica. O Carnaval é o começo, mas a luta pelos nossos direitos vai além”, concluiu Cerqueira. A presença visível e vibrante da comunidade LGBTQIA+ no Carnaval de Salvador é, sem dúvida, uma conquista a ser celebrada, mas, para o GGB, também é um lembrete da força da luta por um mundo mais inclusivo. Afinal, cada trio, cada bloco e cada folião que dança e se expressa em liberdade faz parte de um movimento que transforma a Bahia em um retrato vivo da diversidade e da resistência.
Salvador celebra a diversidade na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay e o 5º Rainha LGBTrans

Dêvisson Saratiele (Salvador) foi 1 Lugar em Originalidade com o Tema “Natureza Morta” Levou 7k Salvador, 17 de fevereiro de 2026 – A diversidade e a criatividade foram protagonistas na 28ª edição do Concurso Nacional de Fantasia Gay de Salvador e no 5º Rainha LGBTrans, realizados na última segunda-feira, 16 de fevereiro, a partir das 15h, na icônica Praça Municipal de Salvador. O evento, promovido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) e realização do Grupo Quimbanda Dudu, contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) e destacou-se como uma importante ação afirmativa para a promoção da cultura LGBT na cidade. “É uma ação afirmativa da Prefeitura de Salvador para promover a cultura LGBT+,” destacou Léo Kret, diretora LGBT da Secretaria Municipal de Reparação (SEMUR). O concurso deste ano honrou talentos e ideias que reafirmaram a criatividade e consciência das culturas marginalizadas, mas fundamentais, no imaginário artístico nacional. Confira abaixo os vencedores e suas contribuições: Categoria Originalidade: “Natureza Morta” Título da fantasia: Natureza Morta Desfile: Devisson Esquivel Confecção: Maurício Martins Produção: Roni Figueiredo Premiação: R$ 7.000,00A obra Natureza Morta uniu arte, sustentabilidade e militância ambiental. Produzida por Maurício Martins, com materiais como folhas, flores descartadas pela natureza, fibra de coco e materiais recicláveis secos, a fantasia trouxe uma forte mensagem ambiental sobre queimadas, desmatamentos e os maltratos sofridos pela natureza. A produção destacou a urgência da proteção ambiental e chamou a atenção para um tema crítico nos dias atuais. Categoria Luxo: “Uma Batalha Estrelar” Vencedora: Sandra Farias, Recife (PE) Premiação: R$ 9.000,00Sandra Farias trouxe a magia de um universo futurista à passarela em sua fantasia intitulada Uma Batalha Estrelar. A produção foi um espetáculo de cores, brilho e sofisticação, representando um elaborado trabalho artístico e reafirmando a força criativa da cultura LGBT quando se trata de produção de alto impacto. Rainha do Carnaval LGBTrans 2026 Vencedor: Wendell Veiga (Suzy BabyDoll) Premiação: R$ 3.000,00A coroa de Rainha do Carnaval LGBTrans deste ano foi para Wendell Veiga, conhecido como Suzy BabyDoll. Seu talento e beleza representaram o empoderamento da comunidade LGBTrans e reforçaram a bandeira da inclusão e visibilidade das pessoas trans no cenário cultural. A importância do evento para a cultura LGBT. O Concurso Nacional de Fantasia Gay e o Rainha LGBTrans desempenham um papel crucial na valorização e celebração da diversidade sexual e de gênero no Brasil. Mais do que um show de espetáculo e brilho, o evento também é um ato político e cultural que integra a luta pelos direitos sociais da comunidade LGBT, além de estimular o talento artístico em suas múltiplas formas. Com a realização deste evento ano após ano, Salvador reafirma o seu compromisso com a diversidade, destacando-se como um dos principais polos promotores da cultura LGBT no Brasil. O Grupo Gay da Bahia e o Grupo Quimbanda Dudu agradecem a participação de todos e reforçam que eventos como esse são uma alavanca para promover igualdade e orgulho em ser quem somos. Agradecimento especial a Prefeitura de Salvador, Prefeito Bruno Reis, através da SALTUR pelo patrocínio. Fotos/ GGB Imagem/ Sérgio Figueiredo/ 2026