Reunião de Organização d0 21º Orgulho

Reunião de Organização d0 21º Orgulho
Retificação de Nome

A iniciativa tem por finalidade oferecer a ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO as pessoas trans, travestis e não – binaria, maiores de 18 anos, registradas nesta capital, para o processo RETIFICAÇÃO DE NOME E GÊNERO NO REGISTRO DE NASCIMENTO. As pessoas interessadas devem preencher este formulário com os dados pessoais necessários para a emissão das certidões negativas. Faça a inscrição pelo linkhttps://encurtador.com.br/kZCxo
Novo CMLGBT Salvador

Esquerda pra direita: Mauricio, Eva e Yorran os dois presidentes e secretária, respectivamente. por/ Marcelo Cerqueira O Conselho Municipal LGBT de Salvador (CMLGBT) teve uma renovação significativa em sua diretoria, marcando um momento promissor para a promoção dos direitos e da inclusão da comunidade LGBT+ na cidade. Durante a cerimônia de posse realizada na manhã de sexta-feira, 28 de junho de 2025, no Espaço Cultural Igreja da Barroquinha, lideranças e membros da comunidade, incluindo o prefeito Municipal Bruno Reis e diversas figuras proeminentes do ativismo e da política cultural, reuniram-se para dar as boas-vindas aos novos membros. A eleição da Mesa diretora ocorreu sexta-feira (12) ocorreu no Centro de Referência Municipal Vida Bruno, no Rio Vermelho, resultou na nomeação de Yorran D’la Fá, um produtor cultural de 58 anos e presidente da Associação das Paradas de Salvador, como presidente do CMLGBT representando a sociedade civil. Do lado do poder público, Maurício Alencar e Silva Bodnachuk, Assistente Social e técnico do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas, foi eleito, representando a SEMPRE. Ambos os líderes expressaram compromisso em avançar na luta contra a LGBTfobia estrutural e institucional e melhorar os serviços públicos voltados para a comunidade LGBT+. Eva Carrera uma mulher lésbica indígena de 46 anos, da OSC Mete Bronca, também foi unanimemente eleita para ocupar a Secretaria do Conselho. Sua eleição é notável, pois ela é uma empresária, militante, ativista e feminista que representará a Articulação Brasileira de Lésbicas em nível nacional, com forte parceria com a Liga Brasileira de Lésbicas e Mulheres Bissexuais. Este novo conselho promete fortalecer ainda mais a luta pelos direitos LGBT+ em Salvador, trabalhando para promover a igualdade, acompanhar políticas públicas, fomentar a participação social, monitorar ações governamentais e promover campanhas educativas para combater a discriminação. Este momento é um marco significativo para a comunidade LGBT de Salvador, refletindo um compromisso renovado com a inclusão e os direitos humanos, estabelecendo um futuro promissor para a efetivação dos direitos e bem-estar da população LGBT na cidade. Na prefeitura o Conselho esta dentro da estrututa de SEMUR.
Perdas Levam à Tragédia Pessoal

Maiane Barbosa Na noite de quinta-feira, 11, às 20h20, no bairro do Vale das Pedrinhas, Maiane Barbosa, uma mulher preta e lésbica de 32 anos, compartilhou um vídeo doloroso gravado em seu quarto. Visivelmente abalada, Maiane revelou em suas palavras finais a luta intensa contra depressão e ansiedade, agravada por uma série de eventos devastadores em sua vida pessoal, incluindo a perda de seu irmão, desemprego e o fim de um relacionamento amoroso significativo. Pouco após a gravação do vídeo, Maiane tirou sua própria vida, consumindo uma quantidade letal de raticida, substância cujo uso é proibido. O sepultamento ocorreu na manhã de sábado, 13, no Cemitério Quintas dos Lázaros, deixando a comunidade em luto e destacando a urgência de abordar questões de saúde mental nas comunidades. Este triste caso de Maiane Barbosa destaca a necessidade urgente de reforçar os suportes de saúde mental e criar redes comunitárias de segurança formada por gente da comunidade mais constantes, particularmente para pessoas pretas com fim de ajudar prevenindo tragédia como está em comunidades vulneráveis e sensíveis. As pessoas dessas comunidades, especialmente jovens, se deparam com desafios muitas vezes únicos, exacerbados pela dupla discriminação baseadas em raça, orientação sexual e situação socioeconômico. Expansão de Alternativas de Apoio: Suporte Comunitário e Redes de Apoio:
Gay is Good, Gays is Proud

Homenagem aos Pioneiros de Stonewall: “Gay is Good, Gays is Proud” Por MARCELO CERQUEIRA Inst https://www.instagram.com/p/C8vcFB_Jt8z/?igsh=MWlocWwwZjU2a2R2cQ== Há 55 anos, uma série de eventos que ocorreram no Stonewall Inn, em Nova York, mudou para sempre a história da luta pelos direitos LGBTQIA+. Na madrugada de 28 de junho de 1969, quando a polícia invadiu este pequeno bar frequentado por gays, lésbicas, drag queens e outras minorias sexuais, algo diferente aconteceu. O Grupo Gay da Bahia , neste dia 28 de junho celenra a memôria desses pioneiros de nossa história que cansados de anos de discriminação, violência e opressão, os frequentadores do Stonewall decidiram resistir. Este ato de coragem e resistência espontânea marcou o início de um movimento que ecoa até os dias de hoje. As revoltas de Stonewall inspiraram a fundação de inúmeras organizações LGBTQIA+ ao redor do mundo e deram origem às Paradas do Orgulho que celebramos anualmente, unindo milhões de pessoas em uma luta contínua por igualdade e respeito. Lembramos e celebramos figuras icônicas como Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, duas transgêneras que desempenharam papéis fundamentais nos tumultos de Stonewall e no ativismo subsequente. Marsha e Sylvia dedicaram suas vidas à defesa dos direitos das pessoas trans e marginalizadas, tornando-se símbolos de resistência e resiliência. “Gay is Good, Gays is Proud” – este mantra ecoa a essência do orgulho e da força da comunidade LGBTQIA+. Hoje, honramos não apenas aqueles que estavam presentes no Stonewall Inn naquela noite histórica, mas todos os pioneiros e ativistas que, com coragem e determinação, abriram caminho para as conquistas que temos hoje. Embora tenhamos avançado significativamente, sabemos que a luta pela igualdade plena está longe de terminar. A discriminação, a violência e a opressão ainda são realidades para muitos em nossa comunidade. Por isso, ao celebrarmos os pioneiros de Stonewall, renovamos nosso compromisso com a justiça, a inclusão e os direitos humanos para todas as pessoas LGBTQIA+. Aqueles que se levantaram no Stonewall nos ensinaram que a resistência é poderosa e que a mudança é possível. Continuemos a marchar com orgulho e a lutar por um mundo onde todos possam viver livres e autênticos, sabendo que “Gay is Good” e que “Gays is Proud”.
Dia Internacional do Orgulho LGBT+

Dia Internacional do Orgulho LGBT+
Criar Grupo de Afinidade LGBT na empresa

Criar um Grupo de Afinidade LGBT na empresa é uma excelente maneira de promover a inclusão, oferecer suporte e criar uma comunidade para funcionários LGBT e seus aliados. A criação desse grupo poderá ainda ajudar a empresa a se relacionar com clientes LGBT+ e atender as normas de compliance, evitando desgastes e conseguindo atrair novos públicos consumidores. Sua empresa está iniciada trabalhar inculcação e diversidade aqui estão algumas etapas para criar esse grupo: Do Grupo Gay da Bahia 1. Pesquisa e Planejamento Inicial: Realize Pesquisas de Interesse: Comece identificando o interesse e a necessidade de um grupo de afinidade LGBT entre os funcionários, pense como esse grupo poderá ajudar a empresa e impulsionar seus negócios. Isso pode ser feito por meio de pesquisas de clima organizacional ou entrevistas informais. Identifique os Objetivos: Defina claramente os objetivos do grupo, como oferecer suporte emocional, promover a conscientização sobre questões LGBT, fornecer oportunidades de networking e advocacia. 2. Apoio da Liderança: Obtenha Apoio da Administração: É crucial garantir o apoio da liderança da empresa para o estabelecimento do grupo de afinidade LGBT. Isso pode ser feito através de apresentações formais ou reuniões com os líderes da empresa. Estabeleça um Patrocinador Executivo: Designe um patrocinador executivo que seja membro da alta administração e esteja disposto a apoiar e promover o grupo de afinidade LGBT. 3. Formação do Grupo: Identifique os membros fundadores: Procure por funcionários LGBT e seus aliados que estejam interessados em liderar o grupo de afinidade. Eles serão os membros fundadores responsáveis por iniciar e organizar as atividades do grupo. Estabeleça uma Estrutura Organizacional: Determine a estrutura organizacional do grupo, incluindo líderes, membros do conselho consultivo e responsabilidades específicas de cada papel. 4. Desenvolvimento de Políticas e Normas: Crie um Estatuto ou Regulamento Interno: Desenvolva um estatuto ou conjunto de normas que estabeleçam os propósitos, objetivos, regras de adesão e procedimentos operacionais do grupo de afinidade LGBT. Alinhe-se às Políticas da Empresa: Certifique-se de que o estatuto ou regulamento interno do grupo esteja em conformidade com as políticas e valores da empresa, especialmente em relação à diversidade e inclusão. 5. Promoção e Recrutamento: Promova o Grupo de Afinidade: Utilize diferentes canais de comunicação interna, como e-mails, intranet, mídia social corporativa e cartazes físicos, para promover o grupo e convidar os funcionários a participarem. Realize Eventos de Lançamento: Organize eventos de lançamento para apresentar o grupo de afinidade LGBT à empresa, destacar seus objetivos e incentivar a participação dos funcionários. 6. Planejamento de Atividades: Desenvolva um Calendário de Atividades: Planeje uma variedade de atividades e eventos ao longo do ano, incluindo workshops educativos, palestras, grupos de discussão, eventos de networking e ações de advocacia. Seja Inclusivo e Diversificado: Certifique-se de que as atividades do grupo sejam inclusivas e diversificadas, abordando uma variedade de questões e interesses relevantes para a comunidade LGBT. 7. Avaliação e Ajustes: Avalie Regularmente o Progresso: Realize avaliações regulares para medir o progresso do grupo de afinidade LGBT em relação aos seus objetivos e identificar áreas de melhoria. Ajuste as Estratégias conforme necessário: Com base nos resultados das avaliações, faça ajustes nas estratégias e atividades do grupo para garantir que ele continue atendendo às necessidades e expectativas dos membros. Essas etapas, você estará bem encaminhado para criar um Grupo de Afinidade LGBT na empresa que promova a inclusão, ofereça suporte e crie uma comunidade acolhedora para funcionários LGBT e seus aliados.
17 de maio: dia da cidadania LGBT+

Marcelo Cerqueira, artigo . @marcelocerqueira.oficial A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em de 17 de maio de 1990 de remover a homossexualidade da lista de transtornos mentais foi uma ação extremamente significativa na vida dos LGBT+ ocidentais, representando o reconhecimento fundamental da orientação sexual como uma variante natural da sexualidade humana, em vez de uma condição patológica. Esse fato por sua magnitude estendeu a cidadania homossexual no mundo inteiro, mesmo nos países mais conservadores, levando o movimento LGBT+ a marcar essa data, 17 de maio, em todo o globo como Dia Internacional de Combate a Lgbtfobia, celebração instituída no Brasil pelo Presidente Lula em 2011.O Grupo Gay da Bahia (GGB) desempenhou um papel crucial na luta pelos direitos LGBT+ e na promoção da aceitação e inclusão da comunidade gay na sociedade baiana e brasileira como um todo. Cinco anos antes desse reconhecimento da normalidade da homossexualidade por parte da Organização Mundial da Saúde, o GGB desempenhou um papel decisivo na batalha pela despatologização da homossexualidade, extinguindo no Brasil o Código Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde, que através do parágrafo 302.0 rotulava o “homossexualismo como desvio e transtorno sexual”. Através de significativas iniciativas, como a aprovação de Moção na 33ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que ocorreu em Salvador de 8 a 15 de julho de 1981, no campus da Universidade Federal da Bahia. Nessa época muitos setores da sociedade baiana eram extremamente conservadores e repudiavam a ousadia dos gays se organizarem para reivindicar seus direitos, o que contribuiu para ampliar a conscientização e a aceitação da diversidade sexual no Brasil. Nessa reunião de cientistas e estudantes, o GGB armou uma barraca gay, o ponto mais badalado e concorrido de toda a reunião, onde mais de 60 estudantes furaram a orelha e colocaram brinco, aderindo a nova moda introduzida pelos homossexuais, ainda uma grande novidade e tabu no Brasil, nossa estratégia anarquista de questionar a rigidez da divisão sexual da estética corporal. Em poucos meses essa campanha contra o Parágrafo 302.0 já havia conseguido mais 16 mil assinaturas, o que levou ao Conselho Federal de Medicina a revogar em todo território nacional o tratamento médico da homossexualidade como desvio e transtorno sexual.Ainda havia então muito trabalho a ser feito para combater a discriminação e promover a igualdade de direitos para pessoas LGBT+, mas é inspirador ver como iniciativas pioneiras como essas, em uma época analógica, ajudaram significativamente a mudar a mentalidade e combater a homotransfobia no Brasil.
Maio da diversidade com reflexão e ações de conexão com a comunidade LGBT+

Maio da diversidade com reflexão e ações de conexão com a comunidade LGBT+
Orgulho LGBT+ da Bahia em uma Análise Socioeconômica

Foto/ Marina Silva, Correio da Bahia Por Mardel E. M. Melo – Graduado em Ciências Econômica pela Universidade Federal da Bahia No mês de setembro o calendário de festas da Bahia e da cidade de Salvador tem uma data fixa desde o início dos anos 2000, a Parada do Orgulho Gay da Bahia. A Parada atingiu uma maturidade na última década e nesta busca a consolidação do seu papel de vetor de desenvolvimento do turismo gay friendly em nosso estado e em toda a região metropolitana de Salvador. Nesses anos a Parada foi pioneira no povoamento do centro da cidade de Salvador, levando para as avenidas 7 de Setembro e Carlos Gomes uma massa para celebrar o orgulho e a diversidade, apenas a Parada Gay da Bahia e os festejos de carnaval conseguiram povoar aquela região de forma massiva e com segurança tanto para a população quanto para os trabalhadores que se deslocam a Parada para vender bebidas, comidas e pequenos souvenirs. As últimas duas pesquisas realizadas nos anos de 2013 e 2018 trouxeram luz ao importante impacto econômico que a Parada tem na nossa região. O primeiro fator a contribuir com bons resultados é a data do evento, que funciona como uma porta para os eventos da primavera da cidade de Salvador, sendo a porta de entrada para as populares festas públicas e privadas que já fazem parte do calendário do nosso estado. Os primeiros dez dias de setembro é o termômetro para o trabalhador ambulante de quando o dinheiro começa a circular pra valer na nossa cidade e o quanto turistas estarão aptos a gastarem. As pesquisam não se prenderam apenas a dados econômicos, mas buscaram traçar um perfil do público da parada, ver de onde vem os turistas e como estes gastam durante os dias que antecedem a Parada. Segundo a pesquisa realizada em 2018 a Parada LGBT da Bahia promove o aumento significativo na cena cultural de Salvador, festas, raves, boates e casas de espetáculo noturno de Salvador são destino certo para 38,4% dos turistas, promovendo um importante aumento de público no fim de semana em que o evento é realizado, e dando uma importante injeção financeira ao evento. Além da cena cultural, bares e restaurantes são bastante procurados, sendo destino de 26,9% dos turistas que se deslocam para a Parada LGBT da Bahia. A infraestrutura turística dita a ocupação do turista e isso é deixado claro quando 91,2% dos turistas se concentram na região central de Salvador, que engloba os bairros do Centro Histórico, Graça, Barra e Ondina, refletindo na ocupação da rede hoteleira dessa região, uma vez que a ocupação na semana da Parada LGBT da Bahia fica entre 3 e 7 pernoites. A movimentação de moradores de demais bairros de Salvador e demais cidades da Região Metropolitana também têm um importante impacto na economia de nossa cidade, o gasto médio diário dos participantes da Parada LGBT da Bahia no dia de evento é de cerca de R$ 172,22 (2018), número que deverá ser atualizado devido a política de valorização do salário mínimo dos últimos dois anos. Esse ticket médio gera um importante impacto na economia de nossa cidade e até mesmo de demais cidades da Região, uma vez que ambulantes que comercializam no evento são oriundos de outras cidades. Já o gasto médio de um turista que vem para a Parada LGBT da Bahia é de em média R$ 940,56 mostrando a importância que o turismo LGBT tem no setor e em gerar renda em nossa cidade. No campo social a Parada está mais plural, mais diversa e atraindo cada vez mais turistas. Entre 2013 e 2018 o número de turistas saltou de 4,40% para 15,60% e o gasto médio desses saltou de R$ 577,77 para R$ 940,56, mostrando que ganhamos quando a Parada é valorizada e há publicidade em outros estados do nosso país. O percentual de homens gays reduziu e aumentaram o número de bissexuais, mulheres lésbicas e pessoas trans, evidenciando que com o passar dos anos a Parada tem atraído mais diversidade e englobando mais participantes da comunidade LGBTQIAPN+. Esses dados evidenciam o papel econômico que a Parada LGBT da Bahia gera em nosso estado, uma história que começou a mais de duas décadas e se mantém atual e representativo, atravessando gerações e atingindo novas lutas e visando conquistar novos objetivos. Do ponto de vista social ver a comunidade LGBTQIAPN+ se manifestar e lutar por seus direitos já é um ganho para a cidade, pois esta se nutre de proposições da comunidade e pode responder com um leque de políticas públicas. No campo de vista econômico a Parada funciona como um teste da cidade para a entrada do verão, servindo de termômetro para o que virá e sendo o primeiro grande evento cultural a céu aberto da cidade, gerando renda para toda a cadeia que depende do turismo, desde a rede hoteleira até o trabalhador informal.