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Esse é o Portal do Grupo Gay da Bahia

Então, já é Natal e também um convite à empatia.

Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficialCoordenador das Política LGBT+ de Salvador, ativista do GGB.A época do Natal é um período especial em que as pessoas geralmente ficam com o músculo duro do coração. É tanto “feliz Natal” que se ouve que algumas pessoas consideram irritante. O Natal é uma época de reunião, famílias se aproximarem para reflexão sobre as diversas formas de amor e solidariedade.Para muita gente, entretanto, esse momento pode aflorar um turbilhão de emoções singulares e de grande complexidade, especialmente para quem faz parte da enorme, diversa e multifacetada comunidade LGBTQIAPN+. Esses sentimentos complexos estão relacionados à vivência cotidiana dentro do armário, com a porta trancada por dentro e segurando a chave. Hoje consigo relativizar o armário como, muitas vezes, um lugar seguro, mas também muito limitado.A vivência nesse espaço, por anos seguidos, carrega a experiência de solidão, de não poder assumir a orientação sexual ou identidade de gênero por receio ou medo de que essa situação seja amplificada, gerando rejeição ou incompreensão familiar.Para muitos, o Natal representa um momento de reencontro familiar. Contudo, para pessoas LGBT+ que ainda não podem viver de forma livre suas identidades em sua plenitude, essa ocasião pode se transformar em um espaço de muita tensão. O receio de ser julgado ou mesmo rejeitado faz com que, principalmente nas classes média e alta, muitos permaneçam em silêncio, suportem comentários e perguntas estapafúrdias sobre sua vida pessoal e vivam um papel social que não reflete sua verdadeira essência.Perguntas de familiares aparentemente inofensivas sobre relacionamentos, expectativas de casamento ou filhos podem se transformar em um estopim de bomba, que pode explodir com estilhaços ou mesmo reforçar o sentimento de que o armário é um refúgio necessário, mas não desejável.Uma outra parcela que requer observação delicada é um aspecto importante da vida das pessoas LGBT+ que, por normas sociais e diferentes motivos, vivem relacionamentos heteronormativos ou em extrema discrição, frequentando saunas ou sendo clientes de profissionais do sexo. Esses irmãos e irmãs, muitas vezes, são casados e têm filhos. Não pense que é fácil, porque é como andar no fio da navalha sem cortar os pés. Elas enfrentam dilemas internos absolutamente relevantes durante as festividades.O Natal, com sua simbologia de partilha e verdade, constitui-se como a época mais atormentadora. Pode trazer à tona questionamentos sobre autenticidade, veracidade e, principalmente, felicidade. Mesmo com tudo isso, ainda assim, elas seguem como equilibristas andando rumo a preservar uma harmonia familiar e, de modo necessário, respeitar quem são de fato.Nos dias atuais, não dá para ignorar que muitos gays, lésbicas e pessoas trans vivenciam a experiência da solidão, principalmente idosos, e experimentam isso de forma mais severa no período de Natal.Para algumas pessoas LGBT+, essa solidão pode ser intensificada por laços familiares quebrados ou por não possuírem uma rede social ou por ela ser insuficiente. Enquanto muitos celebram, rindo, alegres com seus familiares, alguns passam o dia todo em silêncio ou relembrando as conexões que poderiam ter, mas que foram quebradas por força do preconceito.Solidão não é exclusividade nossa. Gente de todas as orientações e identidades pode sentir-se isolada, especialmente nessas épocas, em uma sociedade que, junto com a indústria de consumo, vende o ideal de convivência familiar como algo inesquecível.Então, já é Natal e também um convite à empatia. Para muitas pessoas LGBT+, apenas um gesto de aceitação, como “tudo bem com você?” ou talvez “seja bem-vindo, fique à vontade”, pode mudar tudo. Uma orientação para tios, tias ou entes distantes que vêm para a ceia: evitem perguntas que possam causar constrangimento. Com essa atitude, estarão ajudando a reconhecer a complexidade de cada história, evitando julgamentos e ajudando a promover ambientes seguros.Afinal, o Natal pode ser, sim, um momento de celebração coletiva, mas também de um profundo olhar para dentro de si mesmo. Viva o Natal.

Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida Bruno

Prefeitura promove CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoA Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre) e da Secretaria Municipal da Reparação (Semur), realizará uma ação especial do CadÚnico Itinerante voltada para a população LGBT+. O atendimento ocorrerá nos dias 11, 12 e 13 de novembro, das 8h às 15h, no Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, localizado na Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho.O objetivo da iniciativa é facilitar o acesso de pessoas LGBT+ de baixa renda aos programas sociais oferecidos pelo governo, por meio da inscrição ou atualização no Cadastro Único (CadÚnico). Para ser atendido, é necessário apresentar documentos pessoais originais e um comprovante de residência. Caso o comprovante não esteja em nome do solicitante, recomenda-se procurar uma Prefeitura-Bairro para obter a declaração necessária.Os interessados podem agendar o atendimento pelo telefone (71) 3202-2750 ou comparecer diretamente ao local nos dias e horários indicados. A ação reforça o compromisso da gestão municipal em promover a inclusão e garantir o acesso igualitário aos benefícios sociais para toda a população que necessita do benefício em Salvador, cidade inclusiva.Em junho deste ano Salvador foi eleita a melhor em mapeamento nacional de políticas LGBT+ desenvolvido pelo Grupo Arco Iris do Rio de Janeiro destacando os esforços em combater a LGBTfobia institucional na administração pública e estrutural junto a sociedade soteropolitana.A prefeitura recebeu o reconhecimento e ganhou a outorga de 2º lugar na categoria geral em políticas, ultrapassando 24 capitais, 1º lugar na categoria Justiça e Cidadania (JC) e a excelência de ganhar o 3º lugar na categoria Plano/Programa Municipal (PP), reconhecendo o empenho contínuo em desenvolver políticas públicas inclusivas e eficazes. Serviço:O que é: CadÚnico Itinerante LGBT+ no Centro Vida BrunoDias: 11, 12 e 13 de novembroHorário: 8h às 15hLocal: Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida BrunoEndereço: Avenida Oceânica, nº 3731, Rio Vermelho, Salvador – BAAgendamento: (71) 3202-2750

Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB

Tudo é Verdade: Memória, Luta, Reparação e GGB Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Ativista do GGB e Coordenador Municipal das Politicas LGBT+ Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza.

Da Redação / Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, fui convidado pela professora Jucelia Santos, da Unilab, Comissão Organizadora e bolsista da Unifest para integrar mesa do Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em audiência pública no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza. Nessa iniciativa, o governo federal ouve relatos sobre violações de direitos humanos contra a comunidade LGBT+ a partir dos anos 1980 em diferentes regiões do Brasil.Durante minha apresentação, destaquei o crescimento de Salvador, cuja população passou de 655.735 em 1960 para 1.513.243 em 1980, sob o governo de Antônio Carlos Magalhães (ACM), que ocupou cargos de prefeito e governador. A cidade ganhou novas obras e intervenções, como o Jardim dos Namorados, criado em uma área antes ocupada de forma desordenada. O espaço tornou-se um ponto popular para encontros de interações sociais, sobretudo “para namorar” como disse o então prefeito. Hoje, o jardim reordenado pela prefeitura, carece de segurança, com relatos de violência que poderiam ser reduzidos com rondas policiais mais frequentes.Um marco histórico que ilustra o controle moral sobre a sociedade baiana foi a criação da Delegacia de Costumes em 1938, durante o governo de Getúlio Vargas, destinada a fiscalizar e reprimir comportamentos considerados “imorais”. Essa delegacia foi extinta na Bahia em 1976 pelo governador Roberto Santos e, no plano nacional, banida por Geisel em 1977. No entanto, o impacto da repressão nos corpos LGBT foi duradouro: os arquivos do Grupo Gay da Bahia (GGB) contêm imagens que evidenciam os abusos cometidos contra pessoas LGBT+ na década de 1970. Homens eram presos por “violação dos bons costumes” considerados fora dos padrões de gênero eram detidos, enfrentando discriminação e abuso policial. Travestis eram presas forçadas a limpar o chão da delegacia e submetidas a humilhações diversas. Essa repressão institucional reforça a importância da memória e da luta por justiça para as pessoas LGBT+, garantindo que o sofrimento e a violência sofridos não sejam esquecidos.Fundado na redemocratização do Brasil, o GGB surgiu sob a liderança de Luiz Mott, que desde então impulsionou a luta por direitos, como a revogação do CID 302.0, que rotulava a homossexualidade como um transtorno sexual. Essa conquista representou um avanço, eliminando o estigma nos serviços de saúde e promovendo políticas de saúde. A decisão abriu base legal para futuras legislações antidiscriminatórias e influenciou também a educação em saúde, orientando currículos e preparando profissionais para atender a comunidade LGBT+ com respeito e conhecimento.Em 1983, uma decisão histórica do Tribunal de Justiça da Bahia, proferida pelo juiz Gudsten Soares, autorizou o registro legal do GGB, permitindo que a organização atuasse com legitimidade. Essa sentença pioneira criou um precedente jurídico que permitiu a constituição de outras associações LGBT+ no Brasil, promovendo visibilidade e segurança para a comunidade. Com isso o GGB representou as demandas da comunidade com mais força e influenciou debates, novos ativistas e políticas públicas. A decisão do juiz reafirmou que a homossexualidade não é crime, contribuindo para o combate a LGBtranfobia institucional.A década de 1970 posicionou Salvador como um polo de efervescência cultural e de resistência LGBT+, simbolizada pela icônica boate Tropical, inaugurada em 1974. Seguidos décadas de 1980 e 1990 Salvador oferecia espaços públicos vibrantes, como o Beco dos Artistas e a Rua Carlos Gomes, que se tornaram pontos de encontro para a comunidade. A movimentação era tamanha que o GGB solicitava a prefeitura iluminação extra para a segurança desses locais. Em 2000, o GGB lançou um Guia Gay de 67 páginas, destacando a vasta quantidade de bares, saunas e boates que acolhiam o público LGBT+. Nessa época o grupo publicava o jornal Homo Sapiens, influenciado pela Folha de São Pulo, Erica Palomino, reproduzindo palavras e atitudes.A reparação e o reconhecimento do passado estão em curso em Salvador por uma gestão humanizada que a passos largos caminha para a completa inclusão. A cidade aprovou e colocou em funcionamento o Plano Municipal de Políticas e Direitos Humanos para a comunidade LGBT+, com ações transversais para todos órgãos, instituiu um equipamento de acolhimento que é Centro de Referência Vida Bruno, Programa de Combate a LGBTransfibia, Empresa Inclusa e Ambulatório Especializado em Saúde LGBT ênfase em pessoas trans, hormonioterapia.Esse avanço é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham o direito de viver com dignidade.

Workshop

Orgulho Jovem no Shopping da Bahia Por Marcelo Cerqueira Nos dias 5 e 6 de setembro de 2024, o Shopping da Bahia será palco do Orgulho Jovem dentro VIII Semana Diversidade de Salvador que antecede a 21º Orgulho LGBT Bahia que esse ano celebra a juventude. Orgulho Jovem, um evento de grande relevância que reúne a juventude LGBT+ em torno de debates essenciais para a promoção de direitos e visibilidade. Organizado pelo Grupo Gay da Bahia, tem como objetivo fomentar discussões sobre os desafios enfrentados pelos jovens LGBT+ nas áreas de trabalho, saúde mental, comportamento, autoimagem e educação. Programação e Importância do Evento O evento, que se estenderá por dois dias, será composto por quatro painéis temáticos, cada um abordando questões cruciais para a juventude LGBT+. Com a participação de destacados profissionais e ativistas, a programação workshop inclui debates que proporcionarão aos participantes uma visão abrangente sobre as oportunidades e desafios atuais. Na quinta-feira, 5 de setembro, a programação começa com o Workshop Orgulho Jovem/Painel I – Trabalho e Inovação: Desafios e Oportunidades para a Juventude LGBT+, das 10h00 às 13h00. Entre os convidados, estão Denilson Santana, vice-presidente do Conselho Estadual de Juventude, Filipe Oliveira, secretário da Juventude do PT-Salvador, Lucas Santos Melo, Social Midia e Adrian Santos Presidente da União Estadual dos/das Estudades. O painel será mediado por Natan Ferreira, presidente da União da Juventude Socialista na Bahia. Na parte da tarde, das 14h00 às 17h00, ocorre o Workshop Orgulho Jovem/Painel II – Comportamento e Autoimagem: Desafios na Era Digital, com a participação de Henrique Carbalal, jornalista e vereador de Salvador, e Tyfanni Conceição, madrinha do Orgulho. A jornalista e ativista antirracista Wanda Chase será a debatedora. Na sexta-feira, 6 de setembro, o Workshop Orgulho Jovem/Painel III – Saúde Mental na Juventude LGBT+: Estratégias de Cuidado e Resiliência abre a programação do dia, das 10h00 às 13h00. Dinsjani Pereira, assistente social e professora da UNIFACS, será a debatedora, com convidados como o psicólogo Elias Fernandes (CRP-03), Ângelo Boreggio, mestre em Direito pela PUC-SP e Erick Abad SMS. Encerrando o evento, das 14h00 às 18h00, acontece o Workshop Orgulho Jovem/Painel IV – Educação LGBTrans: Ingresso, Permanência e Formação no Ensino Superior, mediado novamente por Natan Ferreira. Este painel contará com a presença de Catarina Paraguaçu, licenciada em Filosofia pela UEFS, e da professora Cássia Maciel, pró-reitora de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA. Reflexão e Impacto Social. O evento não apenas oferece uma plataforma de diálogo, mas também fortalece a resistência e resiliência da juventude LGBT+ diante dos desafios sociais e institucionais. A participação em eventos como este é fundamental para a promoção de um ambiente mais inclusivo e para a formação de uma sociedade que respeite e valorize a diversidade. Certificação e Reconhecimento. Ao final de cada dia, os participantes receberão certificados que reconhecem sua participação nos workshops e debates, simbolizando o compromisso com a causa LGBT+ e a construção de um futuro mais igualitário. A realização deste evento pelo Grupo Gay da Bahia, com o apoio de diversas instituições, reafirma a importância de manter viva a luta pelos direitos e pelo orgulho de ser jovem e LGBT+ no Brasil. O 21º Orgulho LGBT+ Bahia do Shopping da Bahia, Instituto Iris, Dow Química, Embasa, Prefeitura de Salvador e Governo da Bahia. Inscrições  formulário

Exposição “Com Orgulho”

Exposição “Com Orgulho” Foto ALESSANDRO MACEDO Jornal Correio da Bahia 2000 – Lilith ” Âgelo” homenagem postuma Exposição “Com Orgulho” – Uma Jornada Fotojornalista pela Parada LGBT da Bahia (2000-2023) A exposição “Com Orgulho” é uma celebração visual e sensorial que captura a essência vibrante e multifacetada da Parada LGBT de Salvador ao longo de suas 21 edições, desde o ano 2000 até 2023. Através das lentes afiadas e sensíveis dos fotógrafos excepcionais do Jornal Correio da Bahia, esta mostra convida o espectador a uma imersão profunda, revelando o espírito festivo e reivindicativo desse evento que se consolidou como um dos maiores marcos de inclusão, diversidade e resistência na Bahia. O palco desse espetáculo foi o Centro da velha e cosmopolita São Salvador, capital do orgulho. O movimento, inicialmente conhecido como Parada Gay, evoluiu, refletindo as complexidades e diversidades da comunidade, transformando-se em LGBT+ e, mais recentemente, em “Orgulho”. Este retorno ao termo original “Pride”, ou “Orgulho” em português, é uma homenagem aos antepassados que lutaram bravamente pelos direitos que hoje celebramos. É um nome carregado de história, resistência e memória. Essência Popular e Comunidade LGBT: Cada fotografia apresentada nesta exposição transcende o simples ato de capturar momentos únicos congelados no tempo. Elas são portais que nos transportam para a essência do que significa ser parte de um movimento popular. A alegria, o desprendimento e a felicidade de celebrar em comunidade se entrelaçam com a luta por garantias de direitos e a conquista de novos espaços. As imagens destacam os rostos, corpos e expressões de liberdade, revelando a imensa diversidade que compõe a comunidade LGBT em Salvador. O Corpo como Outdoor: Em muitas dessas imagens, o corpo LGBT+, especialmente o corpo das pessoas trans, emerge como um poderoso outdoor vivo de educação e visibilidade. Esses corpos, com suas cores, formas e gestos, desafiam e reconfiguram o espaço público, reivindicando a existência, o respeito e a inclusão. São corpos que, em meio à festa, narram histórias de luta e resistência, e que, através da fotografia, tornam-se eternos. O Fotojornalismo em Ação: A exposição também nos convida a uma reflexão sobre o poder da fotojornalismo na documentação de momentos históricos. Ao longo de 21 anos, as fotos que estamparam as capas do Correio da Bahia não apenas registraram eventos; elas contaram histórias que ficaram gravadas na memória coletiva da cidade. Esses registros fotográficos são testemunhos do olhar treinado dos fotógrafos que, com sensibilidade e precisão, captaram a intensidade, a beleza e as subjetividades evento. Cada clique é um ato de resistência e de valorização da diversidade, transformando a arte de fotografar em um gesto político. Um Carnaval de Lógica Revertida: A Parada LGBT em Salvador é, em sua essência, uma celebração carnavalesca, mas com uma lógica inversa. Enquanto o Carnaval tradicional é uma explosão de festa e folia, a Parada é, além disso, um ato de resistência e protesto. As fotos revelam essa dualidade fascinante: a alegria e a descontração de estar em comunidade, celebrando a diversidade, junto com a força e a determinação de denunciar e combater as injustiças enfrentadas pela população LGBT. Este é um Carnaval onde as cores do arco-íris se misturam com as palavras de ordem, onde a celebração se funde com a militância. Presenças Ilustres e Celebração da Inclusão: Ao longo dos anos, mais de 25 celebridades emprestaram suas imagens e vozes para apoiar este evento emblemático. Figuras como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Mariene de Castro, Marta Suplicy, entre outros, marcaram presença, reforçando a Parada como um movimento de massa e de inclusão. Não é por acaso que a Parada LGBT de Salvador é reconhecida por seu impacto social e cultural, tendo servido de plataforma para a ascensão de personalidades importantes na política e na cultura, como foi o caso da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Este é um evento onde a arte e a política se entrelaçam, criando um espaço de visibilidade e de poder para a comunidade LGBT. A Origem e a Persistência: A exposição também narra a história das origens da Parada LGBT em Salvador, um evento que começou a ser celebrado no início dos anos 2000 e que, apesar dos inúmeros desafios, do novo, enfrentava a chuva e as festas de junho, se consolidou como um dos principais eventos de massa na Bahia, fazendo parte dos eventos calendarizados na cidade. Isso, aliado a mudança para setembro fez com que a Parada se tornasse o que é hoje: uma grande celebração de orgulho, diversidade e inclusão. “Com Orgulho” não é apenas uma exposição de fotografias; é uma narrativa visual que conta a história de um movimento que transformou Salvador em um símbolo de resistência, inclusão e celebração da diversidade. Cada imagem é um convite para reviver momentos marcantes, refletir sobre a trajetória de luta da comunidade LGBT e reconhecer o poder transformador dessa coletividade na construção da história e da cultura da cidade. Curadoria de Marcelo Cerqueira: Marcelo Cerqueira é ativista na luta pelos direitos LGBT na Bahia, atuando como presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), atualmente também como gestor LGBT municipal. Com um olhar atento e uma sensibilidade aguçada, Cerqueira traz à tona as narrativas de resistência e celebração que permeiam as vidas da comunidade LGBT em Salvador. Seu trabalho de curadoria nesta exposição reflete sua profunda conexão com o movimento, revelando uma trajetória que é, ao mesmo tempo, pessoal e coletiva, local e universal. Sob sua orientação, “Com Orgulho” se torna um espaço onde a arte e a resistência se encontram, dando voz e visibilidade àqueles que continuam a moldar o futuro da diversidade. A VIII Semana da Diversidade Cultural de Salvador e 21º Orgulho LGBT+ Bahia conta com patrocínio do Governo da Bahia, Prefeitura de Salvador, Dow Química, Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil e Embasa – Empresa Baiana de Água e Saneamento. Realização do Grupo Gay da Bahia (GGB) e Grupo Quimbanda Dudu. Serviço Sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Workshop: Lantejoulas – Contos, Adereços

Nome da Ação: Workshop “Lantejoulas – Contos, Adereços e Carnaval”Facilitador: Fábio SandeData: 4 e 6 de Setembro de 2024 (Quarta e Sexta-feira)Horário: Das 14h30 às 17h00Carga Horária: 5 horasLocal: Casa da Mulher Brasileira, Av Tancredo – em frente ao Hospital SarahPúblico Alvo: Lgbtrans, estilistas, artesãos e carnavalescosRecursos: Sala climatizada com lousa, telão para exibição de fotos e vídeos, e cadeiras escolaresDescrição:O workshop “Lantejoulas – Contos, Adereços e Carnaval” será conduzido por Fábio Sande, artista e carnavalesco. Neste encontro, Fábio compartilhará suas vivências no universo do carnaval, abordando suas inspirações profissionais, referências e técnicas de forma acessível. O workshop inclui uma experiência prática com demonstração na construção de adereços, proporcionando aos participantes uma imersão completa no processo criativo carnavalesco Formulário de inscrições

Bastidores da Campanha Oficial do 21º Orgulho LGBT+ Bahia

Uelington Jorge, presidente da Ueesbahia e membro do Conselho Estadual da Juventude Neste sábado, dia 10 de agosto, o fotógrafo Sérgio Figueiredo abriu as portas de seu estúdio no Acupe de Brotas para um dia especial de fotografias. O estúdio foi transformado em um ambiente vibrante, onde a música animava todos os presentes. Sérgio, equipado com sua poderosa câmera R6 Mark II, capturou dezenas de cliques, enquanto pedia para as meninas e meninos se movimentarem ao ritmo da música. O objetivo era criar as imagens oficiais da campanha do 21º Orgulho LGBT+ da Bahia, que acontecerá no dia 8 de setembro, às 15 horas, no tradicional circuito Ondina/Barra, em Salvador. Sérgio Figueiredo, foto O Orgulho deste ano vai ser especial, com um percurso de 2,3km que desafia o fluxo habitual,  sendo mais confortável culminando no encontro com a multidão no Farol da Barra, um dos pontos turísticos mais icônicos erguido no coração da  cidade. O evento será uma celebração vibrante da juventude LGBT+, destacando a importância da aceitação, respeito e a criação de memórias afetivas duradouras. “Queremos jovens  protagonizando no palco, nos trios na rua, em todo lugar” destacou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Entre os participantes da sessão de fotos, estavam Habinoan de Matos, Laila Pereira, Beatriz e Uelington Jorge, presidente da Ueesbahia e membro do Conselho Estadual da Juventude, na tarde de hoje estava liderando um encontro de estudantes na UNEB, Cabula, entrou em um carro por App, chegou e voltou em um instante. A presença deles reflete o foco da campanha deste ano: a juventude, suas cores e a luta por um futuro de mais inclusão e diversidade. A campanha oficial, que começará a circular na próxima semana, está sendo criada pela renomada agência baiana Propeg. A agência tem em seu portfólio o prestigiado Urso de Prata, o maior prêmio de publicidade do mundo, conquistado no Festival de Cannes, França, em 2018, com uma campanha também desenvolvida para o GGB. Ueligton Jorge, presidente da União Estadual dos/das Estudantes da Bahia, comentou sobre suas expectativas: “Sou um homem gay e estou muito entusiasmado em construir a parada da Bahia. Este é um momento importante para reafirmar nossas cores, nossa luta e aquilo em que acreditamos. Espero encontrar muita diversidade e pessoas unidas, celebrando juntos o que nos torna fortes.” O 21º Orgulho LGBT+ Bahia está chegando, e com ele, a promessa de uma celebração inesquecível que reforça o orgulho e a resistência da comunidade LGBT+ na Bahia. Fique atento para o lançamento da campanha oficial na próxima semana e junte-se a essa festa de cores, aceitação e respeito! Serviço: Evento: 21º Orgulho LGBT+ Bahia Data: 8 de setembro Horário: 15 horas Circuito: Barra/Ondina Mais informações: 71 999894748 inf.grupogaydabahia@gmail.com

Exposição “Revele Seu Amor” em Salvador

Teté e Eva Carreira/ Foto Sérgio Figueiredo 2024 Ainda há vagas, se inscreva Salvador se prepara para receber a exposição fotográfica “Revele Seu Amor”, que celebra a diversidade e a visibilidade da comunidade LGBT+. A mostra, com inauguração prevista para 2 setembro trará ao público histórias de amor, resistência e celebração, capturadas em imagens que destacam a essência de casais LGBT+ de diferentes idades, orientações sexuais, identidades de gênero, profissões e contextos sociais. Teté e Eva Carreira: Um Amor à Primeira Vista Teté e Eva Carreira são um casal de lésbicas que vivem uma história de amor digna de romance. Elas se conheceram em 2019 e, desde o primeiro encontro, sentiram uma conexão imediata. Foi amor à primeira vista, e em apenas 15 dias, decidiram que queriam passar o resto de suas vidas juntas. Teté, com um sorriso que iluminava a sala, lembra que foi Eva quem a agarrou primeiro, mas foi ela quem tomou a iniciativa de pedir Eva em casamento. “Eu estava louca de saudade dela, queria casar logo”, disse Teté. E assim, com essa determinação e amor avassalador, elas foram ao cartório da Penha e se casaram. O casamento, realizado na Ribeira, foi um evento íntimo e único. Não havia convidados, e o fotógrafo acabou sendo a testemunha da união. “Foi lindo porque não tinha ninguém, só nós duas e o fotógrafo”, conta Eva, rindo ao relembrar o momento. Elas consideram essa experiência como parte da “sapatão revolução”, um gesto de amor e resistência. Teté e Eva mostram que quando o amor é verdadeiro, não há regras ou convenções que possam segurá-lo. Elas são a prova viva de que o amor pode ser encontrado e celebrado em qualquer lugar, em qualquer momento, e sempre vale a pena lutar por ele. O casal sempre ostentando alegria virtuosa foi clicado pelo talentoso fotógrafo Sérgio Figueiredo em seu estúdio no Acupe de Brotas, para a mostra. A cada inscrição apresenta rica diversidade, com casais que variam de jovens a pessoas de meia-idade, demonstrando que o amor LGBT+ floresce em todas as fases da vida. A mostra inclui participantes de variadas orientações sexuais e identidades de gênero, como gays, lésbicas, bissexuais, pansexuais, transgêneros e não-binários. Esta pluralidade reflete a multiplicidade de experiências e formas de amar e viver dentro da comunidade LGBT+. Cada fotografia foi planejada para capturar não apenas a beleza dos casais, mas também para contar suas histórias únicas. A exposição vai além das imagens. Ela convida os visitantes a refletirem sobre as histórias e jornadas dos casais retratados, muitos dos quais têm relacionamentos que variam de poucos meses a várias décadas. Essa diversidade temporal desafia estereótipos e celebra a resiliência do amor LGBT+. Em uma sociedade onde a LGBTfobia e o preconceito ainda são presentes, a exposição “Revele Seu Amor” surge como um ato poderoso de visibilidade e resistência. Além das questões de amor e relacionamento, a exposição também aborda a diversidade profissional e educacional dos participantes. Os casais incluem desde trabalhadores da educação até profissionais de saúde e artistas, ilustrando que a comunidade LGBT+ está presente e contribui em todos os setores da sociedade. Que somos milhões e estamos em todos lugares. O formulário de inscrições nos mostrou outro aspecto é a abordagem da espiritualidade e da religião. Com participantes de diversas crenças, como cristianismo, candomblé e ateísmo, “Revele Seu Amor” explora como a fé e a identidade LGBT+ podem coexistir. A mostra oferece uma narrativa rica sobre a complexidade das experiências espirituais dentro da comunidade LGBT+, abordando como os indivíduos conciliam sua espiritualidade com sua identidade de gênero e orientação sexual. “Revele Seu Amor” não é apenas uma exposição fotográfica; é uma celebração da diversidade, um tributo à resiliência e um convite à reflexão. Ao visitar a mostra, o público terá a oportunidade de testemunhar não apenas belas imagens, mas também de se desafiar a reconsiderar suas próprias percepções sobre o amor, a identidade e a aceitação. Serviço: Exposição: Revele Seu Amor Data: Abertura 2 de setembro Local: Galeria Solar do Ferrão, Centro Histórico Entrada: Livre Mais informações: (71) 99989-4748 OBS: Algumas vagas estão disponíveis para casais de fora do estado; interessados devem preencher o formulário.